sexta-feira, 6 de maio de 2011

Prosegur!

Numa altura em que o País está mergulhado numa enorme crise, e que se avizinham tempos ainda mais difíceis, uma das maiores preocupações de todos nós é ficar desempregado e os que já o estão conseguirem encontrar emprego.

Actualmente ainda somos capazes de encontrar algumas propostas de trabalho, basta procurar nos vários sites de emprego espalhados pela Internet. No entanto o que nos é oferecido não será de facto muito vantajoso monetariamente mas entre não ter nada ou ter alguma coisa a meu ver é preferível ter alguma coisa.

Neste capitulo entram as grandes empresas, as que mais empregam e que conseguem estar um pouco a margem do que se passa na generalidade do País. Continuam a empregar pessoas e a alargar os seus negócios, e de certa forma continuam a conseguir manter os efectivos. Maior prova disto são as Multi-Nacionais que através das suas sedes mães dão ainda mais garantias numa altura difícil como esta.

Todos nos queremos sempre ganhar muito e fazer pouco, está na nossa genética encarar as coisas desta forma, no entanto é certo que se formos bem remunerados também nos sujeitamos a tudo. Actualmente e devido ao estado das coisas é praticamente impossível encontrar um emprego deste tipo, que exija pouco e pague bem. Basta navegar por ai e é muito difícil encontrar uma remuneração base superior a 600 euros e já estou a fazer as coisas por alto. Praticamente todas as empresas tem actualmente uma politica de empregar funcionários a contractos e com remunerações bases pouco acima dos 475 que é o ordenado mínimo.

Estive no inicio do ano de 2010 no mercado de trabalho em virtude da minha saída das Forças Armadas e logo depois de mim também a minha mulher o fez. Tanto eu como ela limitamos as nossas opções de pesquisa a empregos onde se encaixava a 100% o nosso curriculum, e tanto eu como ela em menos de uma semana tínhamos telefonemas a marcar entrevistas. Claro que não pedíamos vencimentos milionários, mas dentro do estado em que está o País até nem podemos nos queixar muito.

Falando só no meu caso, entrei na Prosegur, uma das principais, senão mesmo a principal empresa de segurança no nosso País. Concorri para um cliente especifico desta empresa, o Aeroporto de Lisboa e tive a sorte de entrar. Hoje sou Vigilante Aeroportuário e desempenho funções no referido Aeroporto como já fiz referencia num ou outro post anterior.

Mas onde eu quero chegar com estas linhas que escrevo é a importância e a capacidade que a Prosegur tem neste altura de crise. Continua a empregar pessoas e a dar formações, desde o inicio do ano que todos os meses tenho colegas novos no Aeroporto e mesmo assim continua-se a pedir funcionários. Além disto, quer se queira quer não e não estou a escrever isto para agradar a ninguém, actualmente o nosso salário é muito acima do que se oferece por ai, falando neste caso única e exclusivamente no salário dos Vigilantes Aeroportuários. Quando oiço alguns dos meus colegas se queixarem que somos mal pagos eu pergunto-me a mim mesmo se eles preferem ir embora para o marcado de trabalho e encontrar alguma coisa que dê um base igual ao que temos actualmente. Dificilmente vão encontrar! Sei do que falo!

Não está aqui em causa se somos bem ou mal pagos, eu também gostava de receber mais e acho que a responsabilidade inerente as nossas funções devia ter uma recompensa maior, ainda mais quando se sabe que dentro da União Europeia quem desempenha as nossas funções noutros Países recebe bem mais que nos. Mas a questão é que o nosso País está atrasado em relação aos outros e paga por baixo, não só na nossa area como em todas.

Não preciso de aumentos de ordenado nesta altura do campeonato, preciso é de manter o que tenho, isso é o que me importa. Numa altura como estas o pior que pode acontecer numa família é um dos elementos ficar desempregado e é com isso que temos de começar a viver. Pode ser que mais tarde com a crise ultra-passada possamos colher os dividendos destes tempos mais difíceis e de ordenados mais baixos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Primeira final 100% Portuguesa!

Ficou hoje confirmado o que já na semana passada estava praticamente garantido, vamos ter uma final da Liga Europa 100% Portuguesa.

Já se sabia ante-mão que no mínimo estava garantida uma presença em virtude do confronto entre Braga e Benfica numa das meias-finais, faltando apenas saber se o Porto conseguiria afastar os Espanhóis do Villarreal, o que se veio desde logo a confirmar na primeira mão graças a robusta vitoria por 5-1 no estádio do Dragão.

Hoje apesar da derrota por 3-2 por terras Espanholas ficou confirmado em definitivo a presença do Porto na final de Dublin, faltando apenas saber qual o adversário. Será o Braga o adversário, venceu o Benfica na "pedreira" por 1-0 igualando a eliminatória mas em virtude do golo marcado no estádio da luz passa assim a eliminatória.

Não vi o jogo do Porto porque já se sabia que era praticamente impossível não passar, fiquei então a ver o jogo entre as duas equipas Portuguesas. Jogo disputado com oportunidades para ambos os lados e com um Braga desde inicio a mostrar muito mais querer na passagem que o Benfica. Considero o resultado justo e a consequente passagem, apesar de ser suspeito para falar e todos sabem porquê.

No entanto não o digo só por preferir que o Braga vencesse, digo-o porque foi o que me pareceu durante o jogo, um Braga mais esclarecido e na segunda parte quando devia ser o Benfica a tomar conta do jogo e partir para "cima", foi o Braga que teve as melhores oportunidades e só não marcou graças a duas grandes defesas de Roberto.

Uma palavra de apresso como Sportinguista que sou para Hugo Viana e Custodio, foram eles que marcaram os golos do Braga nesta eliminatória, ambos passaram por Alvalade e foram símbolos do Sporting durante algum tempo, Custodio chegou mesmo a ser Capitão de equipa.

Parabéns ao Porto e ao Braga e na final, não vou mentir, prefiro o Braga!

PS: Hugo Viana não marcou mas deu sim a marcar o golo do Braga no estádio da luz. Obrigado Primo pela correcção.

Morrer para poder renascer!

Começam a ser divulgados os contornos da negociação entre Portugal e a Troika, e tal como eu já dissera num post anterior, toca a fazer mais furos no cinto que isto vai apertar ainda mais. Nada que não se estivesse a espera, não se mexe nos vencimentos e nos subsídios, mas vai-se buscar o dinheiro em outras coisas que afectam directamente a vida dos Portugueses.

Vamos continuar a sobreviver e não a viver como é o propósito natural de vida, estamos cada vez mais equiparados ao estilo de vida mais animalesca possível em que sobrevivem os mais fortes ( os ricos ) em detrimento dos mais fracos ( os pobres ), é ai que como sempre se vai buscar os fundos para tirar o País das ruas da amargura.

No entanto e como já tinha escrito á uns tempos atrás num post que intitulei: Eu resolvia assim! ( cliquem para ler na íntegra ), algumas das medidas que entraram em vigor eu falei nelas, ao que parece não sou o único a pensar e achar que no nosso caso a única solução é um "vai ou racha".

O que me chamou mais a atenção foram dois pontos que eu também foquei nesse dito texto, as Forças Armadas e os Municípios e Freguesias Portuguesas. Ao que parece vai haver uma redução de 10% nos  efectivos das Forças Armadas, eu defendi a tese que o melhor para Portugal era a unificação dos três ramos. No segundo caso vai ser feita uma redução de Municípios e Freguesias, na altura que escrevi a crónica: Eu resolvia assim! fiz referência a isso mesmo, escrevi isto: "Unificar conselhos e freguesias, isto é o País das tascas e tasquinhas, há mais gente a mandar que a obedecer! É o nosso mal!" Não sou um visionário mas isto está a olhos vistos...

Portugal tem de bater mesmo no fundo para se poder reerguer, não há outro remédio para o nosso problema. Acredito e quero acreditar que com estas medidas extremas, dentro de no máximo dois anos vamos estar muito melhores que agora, mas no entanto precisamos urgentemente de gente competente, rigorosa, determinada e honesta a comandar o barco no rumo certo.

É aqui que vão surgir as maiores dificuldades, os nossos políticos não vão mudar e as suas politicas de favorecimento e desgoverno também não, a menos que haja um controlo rigoroso por parte das entidades internacionais.

Vamos esperar até ao final do verão e ai veremos o estado real em que o País vai ficar com estas medidas, penso que não será preciso esperar muito mais...

PS: Não se esqueçam de participar no inquérito que decorre actualmente no blog. Obrigado!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Vossa opinião!

Apesar deste espaço ser de opiniões meramente pessoais, gostava de saber a vossa opinião sobre o que por aqui se escreve. A minha maneira de ver as coisas não será certamente igual a de muitos de vós mas no entanto, e mesmo assim gostaria que com o vosso contributo me ajudassem a melhorar.

Podem aproveitar este post para tecer os vossos comentários pessoais e votar no enquete que estará a disposição na barra lateral do blog.

Desde já agradeço a vossa colaboração porque apesar de ser um espaço pessoal ele só existe para poder partilhar com todos vocês os meus pensamentos e visões, sendo por isso fundamental a vossa participação.

PS: Sejam meiguinhos... :-)

Houve fumo branco!

Ontem o nosso Primeiro-Ministro José Sócrates veio a publico através dos meios de comunicação social, informar os Portugueses que já há acordo entre a Troika ( FMI, CE e BCE ) e o governo em relação a ajuda externa efectuada pelos primeiros aos segundos, os moldes em que isso se acenta e quais as contra-partidas da mesma.

Segundo palavras do mesmo, a base negocial ao que me deu a entender foi o famoso PEC IV, que anteriormente foi chumbado no parlamento Português por todos os partidos da oposição. Explicou também que o que foi decidido agora será um reforço do referido PEC, ou seja, ainda mais rigoroso.

É natural que assim seja! Para os mais desatento muitos foram os ecos que vieram dos organismos Internacionais antes da queda do nosso governo, a darem um enorme apoio as politicas deste no nosso País e dando enorme credibilidade aos PEC'S apresentados, dando-lhes sempre um tom de realismo e que seria nessa base que Portugal iria pontapear a crise.

Nada de estranhar então que após o chumbo do PEC e a consequente queda do governo, muito por culpa também das empresas de Rating, que segundo vários especialistas especularam prejudicando assim Portugal, fosse essa a base de entendimento.

Resumindo, o que posso concluir de tudo isto é que Portugal simplesmente adiou a implementação do PEC IV, e que em vez de resolvermos os nosso problemas sem a referida ajuda, pagando aos credores do Estado com o nosso sacrifício, vamos então fazê-lo da mesma maneira mas com dinheiro de outros saindo então prejudicados pois vamos ter de pagar juros sobre esse empréstimo...

Posso estar enganado, mas como cidadão comum é a ilação que posso tirar de tudo isto. Provocou-se uma crise politica com intuito de fazer cair o governo, que provavelmente irá continuar a governar e saímos mais uma vez prejudicados e a dobrar. Mais juros sobre juros na divida publica, mais gastos porque vamos ter eleições e alem disso medidas mais rigorosas ainda que as previstas no PEC IV.

Ainda não sei ao pormenor os resultados práticos da negociação, também porque não sabia os moldes do referido PEC, no entanto e a julgar pelo que foi comunicado ontem, não vai haver cortes nos subsídios, nos ordenados e pensões mais baixas, no entanto o aumento do IVA, cortes nas pensões mais altas e aumentos nas taxas moderadoras dos Hospitais serão uma realidade.

Vamos continuar a fazer furos nos cintos porque isto durante mais uns tempos vai ser sempre a apertar...