Numa altura em que o País está mergulhado numa enorme crise, e que se avizinham tempos ainda mais difíceis, uma das maiores preocupações de todos nós é ficar desempregado e os que já o estão conseguirem encontrar emprego.
Actualmente ainda somos capazes de encontrar algumas propostas de trabalho, basta procurar nos vários sites de emprego espalhados pela Internet. No entanto o que nos é oferecido não será de facto muito vantajoso monetariamente mas entre não ter nada ou ter alguma coisa a meu ver é preferível ter alguma coisa.
Neste capitulo entram as grandes empresas, as que mais empregam e que conseguem estar um pouco a margem do que se passa na generalidade do País. Continuam a empregar pessoas e a alargar os seus negócios, e de certa forma continuam a conseguir manter os efectivos. Maior prova disto são as Multi-Nacionais que através das suas sedes mães dão ainda mais garantias numa altura difícil como esta.
Todos nos queremos sempre ganhar muito e fazer pouco, está na nossa genética encarar as coisas desta forma, no entanto é certo que se formos bem remunerados também nos sujeitamos a tudo. Actualmente e devido ao estado das coisas é praticamente impossível encontrar um emprego deste tipo, que exija pouco e pague bem. Basta navegar por ai e é muito difícil encontrar uma remuneração base superior a 600 euros e já estou a fazer as coisas por alto. Praticamente todas as empresas tem actualmente uma politica de empregar funcionários a contractos e com remunerações bases pouco acima dos 475 que é o ordenado mínimo.
Estive no inicio do ano de 2010 no mercado de trabalho em virtude da minha saída das Forças Armadas e logo depois de mim também a minha mulher o fez. Tanto eu como ela limitamos as nossas opções de pesquisa a empregos onde se encaixava a 100% o nosso curriculum, e tanto eu como ela em menos de uma semana tínhamos telefonemas a marcar entrevistas. Claro que não pedíamos vencimentos milionários, mas dentro do estado em que está o País até nem podemos nos queixar muito.
Falando só no meu caso, entrei na Prosegur, uma das principais, senão mesmo a principal empresa de segurança no nosso País. Concorri para um cliente especifico desta empresa, o Aeroporto de Lisboa e tive a sorte de entrar. Hoje sou Vigilante Aeroportuário e desempenho funções no referido Aeroporto como já fiz referencia num ou outro post anterior.
Mas onde eu quero chegar com estas linhas que escrevo é a importância e a capacidade que a Prosegur tem neste altura de crise. Continua a empregar pessoas e a dar formações, desde o inicio do ano que todos os meses tenho colegas novos no Aeroporto e mesmo assim continua-se a pedir funcionários. Além disto, quer se queira quer não e não estou a escrever isto para agradar a ninguém, actualmente o nosso salário é muito acima do que se oferece por ai, falando neste caso única e exclusivamente no salário dos Vigilantes Aeroportuários. Quando oiço alguns dos meus colegas se queixarem que somos mal pagos eu pergunto-me a mim mesmo se eles preferem ir embora para o marcado de trabalho e encontrar alguma coisa que dê um base igual ao que temos actualmente. Dificilmente vão encontrar! Sei do que falo!
Não está aqui em causa se somos bem ou mal pagos, eu também gostava de receber mais e acho que a responsabilidade inerente as nossas funções devia ter uma recompensa maior, ainda mais quando se sabe que dentro da União Europeia quem desempenha as nossas funções noutros Países recebe bem mais que nos. Mas a questão é que o nosso País está atrasado em relação aos outros e paga por baixo, não só na nossa area como em todas.
Não preciso de aumentos de ordenado nesta altura do campeonato, preciso é de manter o que tenho, isso é o que me importa. Numa altura como estas o pior que pode acontecer numa família é um dos elementos ficar desempregado e é com isso que temos de começar a viver. Pode ser que mais tarde com a crise ultra-passada possamos colher os dividendos destes tempos mais difíceis e de ordenados mais baixos.



