quarta-feira, 13 de julho de 2011

Respostas merecidas mas evitáveis!

Hoje tive oportunidade de ler num jornal desportivo, uma cronica assinada pelo actual Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal, o famoso cirurgião Eduardo Barroso, relativa as cronicas escritas anteriormente na imprensa representada pelo grupo Cofina, e á qual também eu fiz referência numa cronica anterior.

Eduardo Barroso, aproveitou o espaço que o jornal ABola lhe concedeu, para responder directamente a João Querido Manha, comentador imparcial da TVI e cronista nada faccioso do jornal Record, criticando o que este escrevera na sua ultima cronica no dito jornal.

Foi a voz da revolta Sportinguista perante as intervenções pouco credíveis do tal João Querido, mas Querido só dos próprios familiares e benfiquistas por certo, dando cor ao seu artigo usando expressões que o Manha tinha usando também de forma Manhosa...

No entanto, acho que foi tempo perdido e explico porquê. Primeiro porque o Manhoso não tem classe para chegar sequer aos pés de Eduardo Barroso para que este lhe responda, segundo porque o que esse Querido escreve deve começar a passar-nos ao lado visto que é notória a sua preferência clubistica e isso em nada deve dizer-nos respeito, em terceiro porque descermos ao nível deste tipo de pessoas estamos a nos sujeitar a ficar ao nível delas, como se costuma dizer: não discutas com um ignorante porque ele leva-te ao nível dele e ganha-te em experiência...

Seja como for Eduardo Barroso deve ter achado por bem usar o direito a resposta que lhe assiste, mas provavelmente e como o Sr. João não é de se ficar, por certo irá responder futuramente e com isso levantar mais polémicas. Daí eu dizer que a resposta foi merecida mas se calhar devia ter sido evitada!

domingo, 10 de julho de 2011

Jornalismo faccioso!

Já antes escrevi uma cronica onde fazia referência ao mau jornalismo em Portugal. A falta de isenção é notória nos mais diversos campos da sociedade, seja politica, justiça, religião ou desporto. Já começa a ser natural e continuamos a aceita-lo de bom grado. No entanto mais grave é quando o serviço é pago!

Refiro-me naturalmente a imprensa escrita, onde o comum cidadão paga para ler muitas mentiras, ou falsas verdades, e onde alguém enriquece simplesmente dessa forma, a difamar e inventar sobre algo ou alguém. Sim porque as verdadeiras noticias vemos na TV, as que lemos nos jornais são do dia anterior e fora de prazo.

Mas não é sobre os jornalistas que quero falar mas sim sobre os cronistas. Hoje em dia qualquer pessoas conhecida da nossa sociedade pode escrever cronicas num qualquer jornal ou revista, no entanto, e sabendo que uma cronica não passa de uma opinião pessoal, onde o próprio jornal ou revista não tem o direito de cortar ou impedir o autor de escrever o que bem entende, acredito piamente que estes deviam ter um pouco mais de cautela no que divulgam.

Quando um artigo de opinião serve para visar algo ou alguém que pode denegrir a imagem do jornal ou revista perante um determinado publico, das duas uma: ou o meio está a par e pactua com a situação por achar que não deve intervir e isenta-se de responsabilidades e consequências, ou então simplesmente quer perder um determinado publico para beneficiar ou cativar outro especifico.

Ambas vão praticamente de encontro uma á outra e pelos vistos é o que assistimos. No caso concreto do grupo da imagem, o grupo Cofina, proprietários do Correio da Manha e Record, isso é demais evidente. Nos últimos dias os cronistas benfiquistas reservaram as suas linhas para criticar e tentar enxovalhar o Sporting Clube de Portugal.

Como é óbvio, neste caso eu até posso isentar o próprio clube desta situação, agora o que não me parece correcto é no caso do Sr. João Querido Manha, cronista do CM e jornalista e comentador da TVI possa escrever coisas como as que escreveu. Mostrou uma clubite extrema, como o faz sempre que comenta jogos do Sporting Clube de Portugal, onde o seu facciosismo é visto a olho nu e a distância, só lhe falta festejar publicamente os golos que o Sporting Clube de Portugal sofre. Já Miguel Góis, membro dos gatos fedorentos, é um comediante, logo tudo o que diz não passa disso mesmo, comédia. Não sabe falar a serio e quando tenta sai besteiras como as que escreveu no ultimo artigo de opinião, onde fala da compra de obrigações, as quais nem sequer sabe para o que servem nem o que são. Não lhe reconheço crédito para falar a serio seja sobre o que for.

Como tal e dado o que escrevi até agora, a única coisa que vos posso garantir é que da minha parte, não enriquecem nem mais um pouco, como já faço de á uns tempos para cá vou continuar a não comprar qualquer jornal ou revista, seja de que grupo for. Enquanto o jornalismo for mau e parcial não pactuo com isso.

Em relação á clubite aguda desses dois senhores só lhes vou lembrar uma coisa, quando eles nasceram o Sporting Clube de Portugal já existia e vai continuar a existir depois deles morrerem!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A divida é lixo e Portugal um aterro...

Depois da classificação de lixo a divida Portuguesa, muitas foram as vozes que vieram em defesa do nosso país. Tanto os nossos governantes, como muitos economistas nacionais e internacionais, assim como alguns dos responsáveis máximos das entidades que vão cobrir a divida externa nacional.

Isto é tudo muito bonito quando se fala com pessoas que percebem deste tipo de assuntos e estão dentro do meio, no entanto não é este o caso da maioria dos Portugueses, para mais quando muitos lêem apenas os títulos dos jornais e as aberturas dos noticiários.

Confesso que não sou nem uma coisa nem outra, não percebo nada de economia, mas também não me fico só por aberturas de jornais, no entanto tenho muitas duvidas em relação ao que por ai se diz sobre este assunto. As agências de rating existem é para alguma coisa, e se fazem estas avaliações têm de ter bases para o fazer, agora a credibilidade deles é a mesma que podemos atribuir aos que vêm dizer o contrario...

Se a nosso divida é lixo, Portugal começa a parecer-se com um aterro, investe-se sem garantias que se recupere o que se investiu, talvez por isso alguns empresários Portugueses prefiram investir lá fora que no seu próprio país, estamos em tempos de crise, crise essa Mundial e ninguém anda cá para perder dinheiro.

No entanto e como em tudo na vida, acredito que vamos ter muitos a lucrar com toda esta situação, vão haver lucros astronómicos a custa de todos nós, sempre foi e sempre será assim. Quando uns ficam sem ele, outros vão recolhe-lo a algum lado.

É por estas e por outras que eu e muitos como eu desconfiam sempre dos alarmismos em torno destas crises, não digo que não seja verídica mas tenho a certeza que tudo é visto de forma mais gravosa de forma a alarmar as pessoas!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Portugal transparente em Europa disfarçada.

Todos os dias surgem novos desenvolvimentos em relação aos problemas que Portugal atravessa em relação á sua divida. Ultimo caso disso foi o corte das agências de rating passando a considerar como "lixo" a divida Portuguesa.

Nada disto nos é novo, e provas disso é o facto do nosso novo governo pedir mais um sacrifício aos Portugueses, mais medidas de austeridade que vão criar ainda mais dificuldades, sempre com a justificação que é para o bem de todos e que no futuro os frutos vão ser colhidos.

Mas o que me leva a escrever estas linhas nem tanto diz respeito a Portugal, ou melhor, diz mas de uma outra visão. Esta semana, se calhar até passou ao lado dos mais desatentos, surgiram noticias que davam conta de cortes e medidas de austeridade em Espanha e Itália, afinal de contas não estão tão bem como parecem.

Após as crises Grega, Irlandesa e por ultimo Portuguesa, mais países atravessam períodos negros ao nível económico-financeiro. O Reino Unido por exemplo ainda á coisa de dois anos andou sobre a corda bamba e não mais se ouviu falar disso. Espanha e Itália também foram exemplo disso, no entanto encobre-se os problemas e como por exemplo os 20% de desempregados aqui do pais vizinho.

Afinal de contas quem anda a passar mal e quem precisa do dinheiro do fundo comunitário? Será só Portugal? Não estará toda a Europa dos 27 mergulhada num caos provocado pela fartura que houve no seu inicio ou não terá sido mau para todos o alargamento da Europa dos 12 aos 27?

Caso se confirme a saída da Grécia da União Europeia e a consequente mudança da moeda de Euro para Dracma, desconfio que mais se seguirão, se não for pelo próprio pé será por formas de empurrões diplomáticos ou não.

Continua a ser a Alemanha o sustento deste falsa Europa unida, que mais tarde ou mais cedo irá ruir. Veremos é os moldes em que isso irá acontecer, se pela via diplomática se por meios um pouco menos ortodoxos!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nobre só de nome!

Tal como eu tinha referido numa crónica anterior, Fernando Nobre renunciou ao cargo de deputado para o qual tinha sido eleito pelas listas do PSD para Lisboa. Alias era o cabeça de lista pela capital e uma das caras sonantes da campanha de Passos Coelho nas eleições legislativas.

Como foi do conhecimento geral, a posição oferecida pelo actual primeiro-ministro ao Presidente da AMI era o cargo de Presidente da Mesa da Assembleia da República, mas após o chumbo do seu nome pelos novos membros do parlamento, Nobre teve de se resignar e contentar-se com o lugar de deputado.

Na altura dessa eleição pus em causa a continuidade de Fernando Nobre no parlamento, não foi para isso que ele encabeçou as listas por Lisboa, foi com a única e exclusiva intenção de ser o numero dois do Estado. De facto assim é, depois da derrota nas Presidênciais e da derrota na eleição para esse cargo, Fernando Nobre prescinde do cargo de deputado.

Quando apareceu inicialmente na vida politica, Nobre colou-se a esquerda, mais propriamente ao BE, mais tarde, concorreu ás Presidênciais como independente nas quais até obteve um resultado interessante. Agora para as legislativas, colou-se a direita simplesmente com o objectivo de ter um lugar de protagonismo que muitos afirmaram não estar a altura.

Fernando Nobre provou mais uma vez que não nasceu para a politica e começo a pôr em causa até as suas qualidades como pessoa, parece que a sede de protagonismo é o que o faz mover diariamente. Primeiro entristeceu quem acreditava nele enquanto se mantinha afastado de politiquice, depois desapontou quem votou nele nas ultimas eleições para chefe de estado ao colar-se a um partido e agora voltou a desapontar quem votou nele para ser o numero um por Lisboa no parlamento. Já começa portanto a ser um habito na vida deste médico.

Sempre disse que ele devia dedicar-se unicamente a medicina e a ajuda humanitária mas neste momento e com esta ultima decisão pessoal que tomou, que em nada me surpreendeu, começo a achar que a Nobreza de Fernando é só mesmo de nome e que deve portanto reformar-se e dedicar-se a outro tipo de coisas próprias da idade.