segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pausa propositada...

Já faz dois dias que não escrevo qualquer texto, numa semana marcada por tantas noticias dignas de serem comentadas torna-se complicado escolher e ao mesmo tempo dada a actual vertente mais motivacional ou pessoal do blog optei por não o fazer.

Sinceramente esta opção deve-se somente a pouca vontade de criar polêmica isto porque sei que tenho opiniões muito próprias e que sei que são em muito contrarias as da maioria o que torna com que as mesmas possam ser mal interpretadas e alvo de discussão.

Eu não vejo problemas em debater seja o que for, alias, já aqui o referi, no entanto sei que há quem não o consiga fazer, não aceita opiniões ou simplesmente prefere entrar em picardia e não discutir as questões e como tal as vezes é preferível limitar um pouco a nossa opinião.

Resumindo, numa semana fértil em assuntos optei por não escrever, se calhar mais tarde quando a poeira assentar falarei dos assuntos badalados destes últimos tempos, até porque tenho a certeza que não se apagaram assim tão rápido das nossas memorias.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Faz hoje um ano que partiste...

Faz hoje um ano que partiste, que deixaste de ser aquele companheiro do dia a dia que me acompanhava em todos os momentos e todas ocasiões sem pedir justificações nem questionar as minhas decisões, simplesmente estavas lá para me acalmar e ouvir.

Custou muito ao inicio, senti tanto a tua falta, e só o tempo foi colmatando a tua ausência, não que te substituísse por outros, mas porque com se costuma dizer o tempo apaga tudo e aos poucos foste-me fazendo menos falta mas sem nunca te esquecer.

Sei que provavelmente isso não irá acontecer, provavelmente estarás sempre presente na minha memória, afinal de contas ainda foram os bons anos que andamos juntos e todos os dias, mas sei que a falta que me fazias e ainda me fizeste nos primeiros meses após a tua partida, será cada vez menor.

Seja como for acredito que vou seguir a minha vida e que vou continuar esta luta de viver sem ti porque tenho a certeza que vou conseguir sobreviver sem voltar a precisar de ti, é isso que espero e é isso que vou procurar fazer o resto da minha vida porque mesmo sem mostrar qualquer ingratidão sei e sinto que sou muito melhor sem ti meu velho amigo cigarro!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Educar com conversa

Por dois dias seguidos a professora da minha pequena informou-nos que os comportamentos dela poderão não ter sido os melhores, desta forma procurou junto de nós o auxilio em casa por forma a evitar situações idênticas no futuro.

Todos os país passam por isto, é perfeitamente normal as nossas crianças durante a sua fase de crescimento criarem situações de conflito ou brincadeiras pouco aconselháveis entre outras, até nós adultos por vezes o fazemos e somos alvo de repreensões quanto mais a pequenada.

A questão aqui é como moldar, como chamar atenção por forma a que não repitam e alterem as suas atitudes, se com castigos, se com exemplos, se com chamadas de atenção simples, com uma ou outra palmada na altura certa, tantas são as formas de educação, umas mais correctas que outras mas também ai é difícil avaliar.

Procurei o método da conversa, é o que tento sempre fazer, conversar com ela e tentar perceber o que se passa, normalmente ela pouco ou nada diz, não costuma falar muito dos erros que comete e limita-se a ouvir e a assentir dizendo apenas que não volta a repetir.

Desta vez alterei um pouco em relação ao passado, como entra este ano para a escola tentei "negociar" com ela utilizando já o exemplo da primária, do que tenciono fazer no caso de ter boas notas ou más notas e antecipei esse acordo para o que falta da pré-escolar.

Portas-te bem durante a semana e eu recompenso-te ao fim de semana, seja lá o que isso for, portas-te mal e aplicam-se castigos ou tiro-te bonecos, ela pareceu perceber e concordar, até porque prefere isso a ficar já com um castigo imediato ou que lhe retire alguma coisa no presente.

Se foi a forma mais indicada não sei, mas acredito que bater, ralhar, ser mais castigador não será propriamente a melhor forma de "a ter na mão", prefiro aplicar a mesma formula que utilizo com os adultos, na base do dialogo porque a falar é que as pessoas supostamente se entendem ou devem entender.
 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Incoerências associativas...

Hoje vi uma foto de uma associação que defende supostamente o vegetarianismo e que postei no meu facebook pessoal, mostrando uma imagem de um caracol com as seguintes frases a ladear: Gostavas de ser cozido vivo? Ele também não!

Este tipo de associações que defendem direitos ou dos animais, ou das plantas, ou seja lá o que for fazem-no a meu ver com boas intenções, defendem os seus ideias e aquilo em que acreditam de forma afincada e com mensagens fortes e direcionadas á sociedade por forma a mobilizar e influênciar a sua opinião.

No entanto, na minha opinião esquecem-se de dois pequenos pormenores, 1º que normalmente cometem erros de julgamento e são em muitos caos incoerentes, isto porque se defendem os seres vivos por serem cozinhados vivos e pressupondo que as plantas, vegetais e frutos também o são então eles praticam o mesmo acto.

Em 2º lugar esquecem-se que a liberdade de uns acaba quando começa a liberdade dos outros e como tal ao tentar condenar praticas de terceiros e por vezes a ofender ou tentar influenciar acabam por cometer actos discriminatórios e antidemocráticos que é o que muitas vezes procuram defender.

Desta forma penso que o correcto será cada um viver a sua vida e fazer aquilo que bem entende sem com isso procurar condenar atitudes de outros ou manipular opiniões, ainda mais quando o fazem cometendo pequenas incoerências como já referi anteriormente.

domingo, 31 de maio de 2015

Feira do Livro 2015

Ontem tive oportunidade de ir visitar a Feira do Livro de Lisboa, um dos eventos bem antigos do nosso pais pois já vai na sua 85ª edição.

Quando era miúdo era presença assídua neste evento, normalmente acompanhado somente pela minha mãe, mas em algumas ocasiões também com a minha avó materna ou a minha tia, no entanto com o passar dos anos, ao crescer deixei de "participar" e inclusivamente desde que a minha pequena nasceu nunca mais tinha marcado presença.

Apesar disso, e mesmo estando ausente, sempre ficaram na memória algumas recordações e a vontade de um dia voltar a visitar a Feira, principalmente agora que tenho uma filha e que devo no meu entendimento fomentar-lhe o gosto pela leitura que será um dos bens mais preciosos no que a evolução intelectual dela diz respeito.

Como tal marcamos ontem essa posição de regressar no meu caso e de iniciar esta jornada no caso dela, e acredito que será uma tradição a manter no futuro e sempre que isso for possível. É não só uma oportunidade de poder encontrar toda a espécie de livros e por vezes por preços bastante acessíveis, assim como uma enorme oportunidade de ver alguns dos nossos autores favoritos, mas também e acima de tudo mais uma oportunidade de passar ensinamentos aos nossos filhos e de passarmos tempo com eles.

Gostei de regressar, notei algumas diferenças nomeadamente o acrescimo de locais para comer e beber o que é importante tendo em conta dias como o de ontem onde o calor se fazia sentir, notei também uma maior preocupação com as crianças, onde há agora mais actividades para estes a algumas animações que os fazem ficar entusiasmados.

Aconselho a quem tiver oportunidade a passar por lá, é uma programa em família, pode ser que aumente o vosso gosto pela leitura, não se paga o que também trás as suas vantagens e muito importante também é algo que é nosso e que valoriza o que de bom se faz em Portugal.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

28 de Maio dia Mundial do Bombeiro.

Quando somos crianças desejamos ter enumeras profissões quando formos grandes, todo o tipo de oficio, os empregos dos nossos sonhos ou aqueles que achamos mais divertidos ou mais perigosos ou imaginários, todos ou quase todos passamos por isso.

Um desses ofícios, dos que mais chamavam a atenção nos meus tempos de infância era o de Bombeiro, eu para dizer a verdade nunca senti aquela vontade de o ser, mas no entanto muitos dos meus amigos pensavam nisso, alguns chegaram a sê-lo durante alguns anos e outros ainda o são.

Sempre fui e sempre serie uma pessoa que dá imenso valor a quem desempenha esta função, ainda mais neste país que infelizmente pouco ou nenhum valor lhes dá, não digo que por parte das pessoas e do reconhecimento humano, mas materialmente e nas condições pouco dignas são para o que lhes é exigido...

Felizmente e a nível pessoal não foram muitas as vezes que recorri aos serviços dos Bombeiros mas sei reconhecer a sua importância e agradeço pelos sacrifícios que fazem em prol de um bem comum ainda mais quando abdicam e em muito daquilo que seria o bem deles próprios.

São um dos bens mais preciosos de qualquer país e no nosso onde o reconhecimento financeiro como já referi é pouco ou nenhum, poucas serão as formas para lhes dizer ou mostrar o quanto gratos somos para com eles, muito obrigado!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Fifias na Fifa? Os podres estão em cada um de nós e em todo o lado!

E eis que a Fifa, ou melhor, alguns dirigentes da instituição foram indiciados em crimes de corrupção, isto após uma investigação levada a cabo sobre a mesma e depois de rusgas feitas a sede da federação na Suíça. No entanto e até ver o seu Presidente sai para já incólume e sem qualquer indicio sobre ele.

Como seguidor e fã confesso de futebol, o desporto Rei, sempre foi da opinião que imperavam os interesses na Fifa, assim como acredito que aconteça o mesmo ao nível das confederações, federações nacionais e depois associações locais, basta assistir ao que se passa para saber que o desporto é alvo de todo o tipo de jogos paralelos aos que se praticam dentro dos terrenos.

O volume financeiro de que é alvo torna o desporto ainda mais vulnerável a todo este tipo de situações, o facto de sair vencedor trazer milhões aos bolsos de clubes e mais concretamente dirigentes influencia tudo, aumentando a cobiça e a desonestidade a troca de tudo o que possa facilitar, sendo que depois há os que colhem proveitos próprios e colaboram para que os primeiros possam vencer.

No entanto não estão aqui e não são estes o maiores culpados, muito se engana quem acredita que são estes corruptos descarados os maiores culpados pelos podres do desporto mais concretamente o futebol. Os maiores culpados são os que calados pactuam com isso, os que aceitam tudo a veneram tudo o que lhes vendem só pelo prazer da vitória e nem discernimento têm para avaliar o que é justo ou injusto e avaliar que o que provavelmente o que conquistam não é pelo simples facto de serem melhores mas porque há alguém vai beneficiar disso.

Também tenho clube, e sou doente pelo meu clube, e também defendo o meu clube acima dos outros e aceito quem faz o mesmo acerca do seu, o que não percebo nem nunca vou perceber é dualidades de opinião conforme dá jeito e nunca vou perceber como se pode negar o que está a vista, principalmente quando se apoia e aplaude quem a frente de todos têm posturas indignas e incorretas e que baseia discursos em demagogias e inverdades.

Como se pode aplaudir a mentira, a injustiça, festejar o que não foi merecido e não reconhecer que pode ter havido alguém melhor ou simplesmente não se ganhou simplesmente por mérito mas também por factores externos, sejam eles programados ou não.

Não aceito isto no meu clube, aponto o dedo quando não concordo com certas situações e quando não gosto ponho-me de lado, foi assim que aos poucos me fui afastando da "bola", não porque a minha paixão pelo meu clube esmoreceu, mas porque há coisas que dificilmente posso aceitar e pactuar.

Todos os meus "adversários" me acham fanático porque critico o que vou lendo ou vendo que vêm dos clubes deles, mas quando falo do meu não dizem nada, porque? porque salta mais a vista quando falam do que é nosso mas quando falam do que é dos outros passa-nos ao lado. Pois, mas acreditem, falo muito mais do meu e aponto muito mais o dedo ao que mal vai no meu que ao que se passa nos outros, aos outros só aponto o dedo quando "me sinto prejudicado", quando são coisas internas, isso pouco ou nada me diz...

Como tal, olhem para o vosso clube primeiro, avaliem as atitudes e os discursos do vossos dirigentes e tal como fazem com os políticos tirem as vossas conclusões, e depois de tudo isso vão ver duas coisas: 1ª que os políticos e os dirigentes desportivos são muito parecidos e 2ª em cada clube há um pouquinho de Fifa...

terça-feira, 26 de maio de 2015

E se a direcção das greves fosse outra?

Hoje foi dia de greve de metro, mais uma, a sexta do ano entre as totais ou parciais e sem contar com as inúmeras ameaças de greve que mais tarde seriam desconvocadas, e tal como em todas as outras greves ela passou e amanhã continuará tudo na mesma.

Já aqui falei a uns anos atrás, ainda o blog estava no seu inicio, sobre a opinião que tenho sobre sindicatos e greves, não vale a pena falar muito mais sobre isso porque será bater na mesma tecla, apenas simplificar dizendo que não me parece que seja o método mais correcto de luta assim como não me parece que os métodos dos sindicatos e a sua forma de trabalhar seja a mais adequada nos dias que correm.

No entanto nas greves pode-se tirar boas ilações e aprendizagens que nos permitem refletir sobre a postura que cada um têm na sociedade e de como vive a nossa sociedade principalmente no nosso país. Acabamos por poder fazer destas um excelente objecto de estudo e mesmo sendo elas contraproducentes ficam nas nossas bocas e mentes muitas coisas por dizer e pensar.

Podemos retirar de uma greve que o intelecto humano passa essencialmente por pensar no seu bem e nunca no bem colectivo, um milhar (numero referido por sugestão) de trabalhadores de uma entidade pública conseguem prejudicar cerca de 1 milhão (numero lançado da mesma forma que o anterior). Estamos aqui a falar de 0,0001% das pessoas deste país a afectar 10% das mesmas...

Facilmente se percebe por aqui a capacidade de manipulação de massas que é usada por ditadores ou similares, passa basicamente pelo mesmo ponto que este, ou pela forma como agem os sindicatos, manipular dezenas, centenas ou até mesmo milhares de pessoas por forma a lutarem pelo seu bem a troco dos direitos e bem estar de um todo.

Claro está que não estou aqui a dizer, ou pelo menos não é essa a intenção, que não se deve lutar pelos seus direitos, por aquilo que é justo, por aquilo que são condições básicas ou mínimas de qualidade laboral seja elas monetárias ou não, a questão é fazer disso uma batalha em que não se ganha nada e se prejudica terceiros.

Serei sempre contra qualquer tipo de beneficio, lucro, direito, progressão ou seja o que for por favores em detrimento de terceiros, quem quer crescer deve lutar por isso, mas honestamente e com trabalho, com vangloria pessoal e não com uso de exemplos alheios. Não é meritório na maioria dos casos e é por uso de imagem de outros que pode ou não ser real.

Além disso, muitos lutam por direitos e regalias e reivindicam-no aos patrões mas muitos deles ao mesmo tempo esquecem-se dos deveres, esquecem-se que podem até ser uns privilegiados dentro deste país, esquecem-se que como eles há muitos outros que gostaria de poder falar e não falam, que as lutas deles além de não serem consequentes prejudicam até o próprio patrão a quem fazem exigências, entre outras situações.

Antes de saírem a rua ou fazer uma nova greve, e sei que provavelmente nenhum adepto das greves irá ler isto, vai ao gabinete do teu patrão e pergunta-lhe o que podes fazer para melhorar, o que podem todos fazer para que a firma ou empresa cresça para todos ganharem, o que ele precisa de ajuda para poder-vos ajudar, e além disto, pensa que como tu há muitos mais que precisam de muitos mais do que metade do que tu tens e quando reivindicam não recebem nem um terço do que tu estas a reivindicar e vais receber.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Procura no passado o teu presente e assim define o teu futuro.

Este fim de semana tirei férias da escrita, por vezes necessitamos de espaço em tudo o que fazemos, falei a uns dias sobre isto mesmo, sobre o controle que as coisas podem exercer sobre nós sendo que somos nós que devemos controlar todas as ações que são da nossa responsabilidade e que dependem somente da nossa vontade.

No entanto, esta pausa também se deveu a debilidade física pela qual passei neste dois dias passados, no entanto já me encontro restabelecido, felizmente recupero relativamente rápido e não preciso de muitos dias para me restabelecer de questões de saúde, como se costuma dizer "vaso ruim não quebra".

Foi positivo estes dois dias de descanso, serviu para recuperar forças, descansei, dormi o que já a algum tempo não dormia mesmo que com sobressaltos, e isso fez refletir, que por vezes as coisas chegam-nos por algum motivo e se calhar aquilo que nos possa estar a causar dor pode até ter um significado maior e positivo.

Acredito que nada surge do acaso, que poucas coisas ou nenhumas nesta vida são coincidências e acredito que tudo terá um propósito, não acredito nisto somente por crença pessoal ou por questões religiosas como alguns possam pensar por aquilo que vou falando aqui no blog, mas digo-o porque ao longo da minha curta vida já passei por muitas coisas e todas elas levaram a alguma coisa ou refletiram-se em alguma coisa passado um tempo, fossem elas boas ou más.

Faço esse exercício regularmente com tudo o que me acontece, aprendi a fazê-lo, quando me acontece algo bom procuro encontrar a razão para que isso esteja a acontecer e algures na minha vivencia vou encontrar o local ou a pessoa ao a atitude que levou a que aquilo acontecesse, e ao contrario o jogo é o mesmo e o resultado também.

Através desta experiência e vivência procuro trilhar o meu futuro também, com decisões cuidadas e baseadas em ensinamentos e colheitas serias e credíveis tudo se torna mais fácil e fiável, a margem de erro torna-se diminuta e quando colocamos nestas decisões uma fé do tamanho do mundo então nada as poderá deter.

Façam esse exercício, experimentem, e vão ver que a probabilidade de acontecer-vos o mesmo é enorme e vão entender que na vida nada é deixado ao acaso, nada acontece por acaso, não há nada disperso e que tudo têm um sentido e que tudo está previamente planeado na vida de todos nós.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Pessoas que marcam.

A uns tempos atrás escrevi sobre o facto de ao longo da nossa vida basearmos as nossas ideias sobre as pessoas consoante a primeira impressão que elas nos causam, pode no entanto isso alterar ou não quando aprofundadamente as conhecemos e elas mesmas nos dão a conhecer. Tal como disse, umas pelo lado positivo e outras pelo lado negativo também. Ler aqui

Optei no entanto por tentar não proceder como refiro, apenas julgar depois de ouvir, depois da pessoa mostrar o que é interiormente, nem que para isso demore muito tempo e sejam necessárias muitas oportunidades.

Ontem, ao terceiro dia do ensinamento bíblico que estou a fazer, conheci uma pessoa que por si só permite logo perceber que é uma pessoa de coração cheio, que nos marca só pelo forma como fala e como está na vida, a forma como demonstra logo uma vontade enorme de ajudar e ensinar define muito o caráter das pessoas.

Acredito que para ele, que inclusivamente é estrangeiro entre nós pois não é de origem Portuguesa possa tornar-se ainda mais complicado, mas o facto é que transparece logo a boa pessoa que é e que têm uma espírito fantástico capaz de transportar até nós essa mesma característica entusiasmante por forma a também nos conseguirmos ser um pouco melhores.

Como já disse, quanto mais anos temos na terra mais difícil será encontrar amigos e como tal sinto-me privilegiado por ao longo desta ter a capacidade de continuar a ter esta característica de conseguir ser sociavel e encontrar pessoas que posso considerar amigas ou simplesmente alguém que mesmo não sendo aquele amigo de todas as horas, será alguém que eu sei que irá lá estar nem que seja para ouvir.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dor...

Ao longo da nossa vida passamos por diversas situações que nos causam dor, sejam elas físicas ou psicológicas, não há forma de evitar que isso aconteça, isto porque ninguém é imune a este facto e como tal, sejamos homens ou mulheres, adultos ou crianças, novos ou velhos é uma realidade incontornável.

Ninguém consegue no entanto afirmar qual será a maior dor a que o ser humano está sujeito, podemos ter várias opiniões sobre isto, maioritariamente baseadas em situações que ocorreram conosco, mas quando julgamos que aquela dor é algo que nunca sentimos antes, eis que aparece outra ainda maior.

Sejam elas físicas ou psicológicas, nem numas nem nas outras podemos ou conseguimos fazer distinção, as chamadas "dores do coração" por vezes e em determinadas situações são bem piores que qualquer dor física, inclusivamente por vezes preferimos dores físicas a dores psicológicas que nos afectam.

A quem diga que a dor que as mulheres sentem ao ter um filho é algo indescritível, que não há dor que se assemelhe a esta, no entanto há quem diga que as dores de cólicas renais dos homens são o pior que pode existir, no entanto e como já referi é  impossível saber porque até hoje não existe um instrumento que possa medir a intensidade do que nos afecta.

No entanto uma coisa é certa também, tudo passa, sejam elas que dores forem, seja por intermédio de remédios ou simplesmente do tempo, não há dores eternas, tudo têm um fim assim como teve um principio e com maior ou menor dificuldade, levando pouco ou muito tempo isto também é irrefutável.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Para que sejam recompensados...

Sempre a espreita, não interessa como nem onde, é preciso estar sempre muito atenta a tudo o que se passa a sua volta, afinal de contas este é o seu domínio, foi aqui que foi criada, foi aqui que sem saber muito bem como apareceu a comandar e a viver e se assim o foi o intuito é que seja dona e senhora.

Não interessa se é a única a encarar as coisas desta forma, não interessa o que os seus lacaios façam, digam ou pensem, o que importa é que a sua vontade seja feita e para que isso aconteça, têm de estar atenta, têm de chamar a atenção quando precisa.

Quero comer! Alguém limpa a casa se faz favor? Preciso que me prestem vassalagem... São ordens, são instruções que têm e devem ser dadas a determinadas alturas, não pode facilitar, não que se esqueçam, afinal de contas está inerente as suas funções, mas para relembrar quem manda, quem é senhora da casa.

Se for necessário, para que percebam quem de facto domina, mostra-se as suas armas mais mortais, o olhar penetrante, as suas poses imponentes, e em caso de extrema necessidade torna-se agressiva, não pode mesmo facilitar.

Cada espaço da casa carece da sua vistoria, todos os locais são dela, tudo deve ser passado a pente fino e nada pode falhar, não sobre o seu reinado, tudo têm de estar prefeito, tudo têm de estar meticulosamente bem arrumado e estruturado, nem que para isso tenha de passar tudo a limpo, subir aos pontos mais altos, sentar-se ou deitar-se em todos os sofás ou camas, tudo têm de estar um brinco.

E se por ventura não estiver ou se por acaso sujar na sua vistoria, então que se limpe outra vez, que façam o que têm de fazer porque se querem que os recompense com a sua presença e mimosidade então tudo terá de ser como ela exige, não fosse ela a senhora da casa, a nossa dona, a Gata!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

E se te fizerem o teu CV?

Todos sabemos que hoje em dia dificilmente se consegue trabalho sem um bom CV (curriculum vitae), isto é extremamente importante, pois é nele que constam as tuas habilitações, o teu percurso profissional, os teus dados pessoais, de tudo um pouco podes colocar nele.

Quando procuras trabalho sabes de antemão que deves procurar espelhar de forma positiva o que colocas no CV, sabendo que uma má informação pode deitar por terra a oportunidade de emprego que tanto desejas ou que tanto precisas.

As experiências profissionais que possuis são a meu ver, a mais importante informação que consta num CV, pode não o ser em todos os casos, mas é certamente umas das primeiras fontes de pesquisa de quem os analisa, na procura de características e experiências passadas idênticas ao pretendido para a oportunidade em que estão a recrutar.

No entanto, um dos casos onde esta última questão não se coloca é nos casos de quem nunca teve uma ocupação profissional, quem saí da escola secundária ou da faculdade não possui por norma valências profissionais por forma a satisfazer oportunidades de emprego.

Mas da mesma forma que se verifica essas qualidades também aos futuros trabalhadores se dão oportunidades e é aqui onde quero chegar com este post, as empresas que recrutam diretamente das escolas ou universidades deste país.

Normalmente quem o faz são as grandes empresas, empresas sonantes e que habitualmente empregam muitos jovens, não avaliam tanto as competências profissionais, porque na maioria dos casos os "concorrentes" não as possuem, mas avaliam as capacidades estudantis e humanas.

Após os ingressos, estágios e primeiros anos, onde em muitos casos a evolução pode até nem ser muito elevada, para todos os efeitos e dentro do mercado de trabalho no seu CV podem colocar uma empresa de topo, saltando assim vários degraus e colocando-se assim a frente de muitos outros na mesma posição ou até mesmo alguns com anos de experiência a mais.

Acabam por ser estas empresas a fazer os CV's por eles, dão-lhes além de uma oportunidade de emprego quando saem diretos da faculdade um backgroud para o futuro e com uma projecção diferente de quem começa por baixo ou em empresas de menor visibilidade.

domingo, 17 de maio de 2015

O que não nos faz mal...

Todo nós temos hobbies e prazeres, uns mais enérgicos que outros mas todos nos utilizamos o nosso tempo livre para fazer algo que gostamos. Uns limitam-se a ficar por casa e ver TV ou ler um livro, outros optam por idas ao ginásio, ou futebol, ao cinema, ou simplesmente passear.

Certo é que tudo o que referi não deixam de ser os nossos hobbies e na maioria dos casos a altura em que mais praticamos os nossos passatempos são ao fim de semana, onde temos um pouco mais de tempo e liberdade para o fazer.

Também tenho os meus passatempos, um deles é este que aqui apresento, a escrita criativa ou opinativa que exponho através do blog, que posso faze-lo um pouco todos os dias pois é o que o tempo permite durante a semana de trabalho, mas tenho também outros relacionados com as minhas paixões e que os posso fazer quando tenho mais disponibilidade nomeadamente ao fim de semana, ir ao futebol e ir a igreja.

Mas o que me leva a escrever estas linhas é o facto de muitas vezes considerarmos que os nossos hobbies são algo de muito bom ou positivo na nossa vida mas na realidade podem até não o ser. Isto faz-se refletir quando os nossos hobbies ou passatempos consomem o nosso tempo e interferem nas nossas ligações com os outros.

Nem só o que nos faz mal fisicamente deve ser evitado, também o que nos possa fazer mal intelectualmente ou na relação que temos com os outros pode ser um motivo de problemas graves e deve portanto ser ponderado e avaliado por forma a saber quando e onde parar ou abrandar.

Eu acredito que ninguém se deve privar de nada, se gostamos de beber um copo com os amigos pois que mal terá isso? Se gostamos de ir ao futebol puxar pela nossa equipa, que mal terá isso? Se gostas de gastar dinheiro em roupas ou em idas ao cinema ou em compras de cd's ou dvd's que mal terá isso?

O mal está em quando isso te consome, em quando isso apodera-se da tua vida, quando os teus hobbies te controlam a ti mais que tu a eles, tal como as drogas e o álcool. É ai que tu percebes que o teu hobbie insignificante tornou-se o mandatário principal da tua vida.

Já tive oportunidade durante a minha vida de testar este tipo de situações e até hoje consegui controlar todas elas, umas de forma mais simples que outras e isso por via do controle que as coisas já exerciam sobre mim no entanto muitas delas continuam na minha vida mas de forma muito mais moderada.

Sei que pode parecer fácil falar, até podes não estar a entender o que estou a falar mas faz o seguinte exercício, pensa numa coisa que fazes na tua vida e que costumas colocar a frente de tudo, agora experimenta abstrair-te disso uns dias procura viver uma semana que seja sem isso tal qual como um toxicodependente faz para se curar de um vício pesado, e se por ventura sentires a falta ou se perceberes que as pessoas se aproximam mais de ti é porque aquele teu "amigo" te estava a controlar mais a ti que tu a ele e como tal o que tu pensas que não te faz mal afinal também não faz assim tão bem...

sábado, 16 de maio de 2015

Discussões inconclusivas...

Muitos de nós já tivemos conversas onde defendemos um ponto de vista e do outro lado alguém defende um ponto de vista totalmente diferente do teu. Isto acontece em vários assuntos da nossa vida, entre os quais os que mais são alvo deste tipo de situações são o futebol, a política e a religião.

Normalmente estas conversas acontecem com quem nos é próximo de alguma maneira, familiares,amigos, colegas de trabalho e esporadicamente pessoas que encontramos, mas ai normalmente evitamos porque não temos o a vontade para nos debatermos da mesma forma que quando o fazemos com quem conhecemos bem.

A questão é como conversar ou saber conversar e como e quando parar, é aqui que está o problema e que pode tornar uma simples "discussão" de amigos em desavenças irrecuperáveis ou em situações graves como muitas que se ouvem nas notícias.

Sou uma pessoa com um feitio complicado, opiniões e motivações fortes e que me agarro sempre com unhas e dentes as coisas em que acredito, é difícil fazer mudar-me de opinião, no entanto adoro uma boa discussão, um bom debate e troca de opiniões.

Sou muito expansivo na forma como debato, sou emotivo a falar o que por vezes se confunde com exaltação ou enervamento ou até mesmo agressividade, mas acreditem que não o é, sou um apaixonado pelas coisas que defendo e tento defende-las até as ultimas ou até não ter mais argumentos.

No entanto não sou pessoa de guardar rancores nem ficar chateado e muito menos de deixar que trocas de argumentação me levem a desavenças ou quizilas, nada disso, inclusivamente aceito perfeitamente que me digam um simples: "fica na tua que eu fico na minha" para acabar a conversa, sim, porque pode acontecer fazerem mudar-me de opiniões se tiverem argumentos que eu não consiga rebater, mas enquanto não os arranjarem não terá fim a discussão.

Aceito que mais tarde voltem a falar-me do mesmo, quando houver novos argumentos, até eu gosto de fazer o mesmo, é isto que nos faz crescer também, nós só conseguimos defender "a nossa dama" quando alguém a "ataca" e só conseguimos pensar sobre as coisas e decidir em consciência se alguém nos trouxer motivos de dúvida ou situações que alterem a nossa forma de pensar sobre as coisas.

Por tudo isto, aceitem debater os assuntos, procurem saber um pouco sobre tudo porque não há nada melhor que uma boa conversa ou discussão ou debate ou seja o que for com outra pessoa sobre todos os assuntos, no entanto não cheguem a extremos, evitem zangas e confusões, saibam quando e como parar e se por ventura aconteceu isso com alguém, se tiveram uma situação como esta, conciliem-se com quem não souberam conversar porque não há assunto nenhum que se discuta que valha mais que a amizade ou um familiar.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Só se fala nisto...

Hoje, em qualquer meio de comunicação ou rede social que for o tema do momento é o bullying, as imagens do caso que se passou a cerca de um ano atrás na Figueira da Foz são o que faz abertura de jornais e capa dos mesmos e não bastasse isso, é o assunto preferido para fazer post's no Facebook.

Sempre existiu casos como este, sempre houve bullying nas escolas ou em grupos, sejam elas crianças ou adultos e sempre existirá. Quase todos nós em determinada altura da nossa vida, fosse na escola, na tropa, no trabalho, em casa entre primos, na rua, já passamos por situações destas, podendo não ser por via da agressão física mas por violência psicológica.

No entanto, o que me leva a escrever não é propriamente o caso de bullying mas sim o facto de um assunto, ou um não assunto, neste pais servir de alimento social durante uma eternidade, principalmente quando se tratam de situações negativas.

Tudo o que são coisas positivas não perduram entre nós, ou raramente o acontece, é quase como se fosse mais importante o mal que o bem, porque o mal vende e atrai atenção e a situações positivas ninguém dá muita importância.

Talvez houvesse menos casos como este mais recente se os nossos filhos fossem inundados com relatos e evidências que o bem predomina e que tivessem mais acesso e houvesse uma maior insistência sobre casos onde as boas maneiras, os valores sociais e o respeito são o essencial para se poder viver e sobreviver em sociedade.

Ao contrario, o que é feito é precisamente o contrario, cria-se uma ideia que paga-se com a mesma moeda e que antes de se ser caçado deve-se ser caçador, não importa como nem importa as consequências, o importante é cada um safar-se por si.

Concordo que se deve ser preventivo, que nós país e a sociedade em geral deve ser vigilante e activa na defesa das crianças e dos nossos valores enquanto cidadãos no entanto não acredito que o alarmismo desmedido seja o caminho mais indicado, porque como se costuma dizer: o fruto proibido é o mais apetecido.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Aparência não é sinônimo de valor!

Ao longo da nossa vida vamos conhecendo muitas pessoas, ou por iniciativa própria, ou por iniciativa destes ou por intermédio de alguém, no entanto ao conhecer novas pessoas estas provocam em nós, em termos gerais, uma preconcepção do seu caráter baseado na aparência ou no que vestem ou no que dizem e gesticulam.

Estas ideias preconcebidas por vezes são difíceis de apagar, e na maioria dos casos não mudamos a nossa opinião mediante atitudes ou posturas que essas pessoas possam ter, isto tanto pode acontecer para o bem como para o mal.

Hoje passei por uma dessas sensações, não que considera-se uma pessoa como uma má pessoa ou com mau caráter, simplesmente julgava-a uma pessoa carrancuda e mal humorada, pouco acessível e distante, quase como se de alguém inatingível se tratasse.

Totalmente errado, foi das melhores sensações que se pode ter quando se conhece alguém mais aprofundadamente e nos deparados com um erro de julgamento tão grande, a pessoa que julgava eu ser tudo aquilo que mencionei anteriormente é precisamente o oposto, simples, bem humorada, prestável e com uma capacidade de entreter acima da média.

Surpresas destas sei que não acontecem sempre, e muitas vezes até acertamos em julgamentos que fazemos, mas acho que é errado fazê-lo e hoje mais uma vez a vida mostrou-me isso mesmo, que devo tentar abstrair-me dessa inerência humana de julgar o desconhecido e procurar dar uma oportunidade a todas as pessoas que surgem na minha vida de se mostrarem.

Acredito que boas surpresas estarão por ai guardadas, assim como também acredito que no reverso da medalha também devemos acautelar-nos com quem aparenta ser alguém que vêm pelo bem mas no fundo não o é, e aqui cabe-nos a nós afastar o mal que trazem e quem sabe procurarmos ser nós a surpresa na vida delas.



2 Coríntios 5

12 Não estamos tentando novamente recomendar-nos a vocês, porém estamos dando a oportunidade de exultarem em nós, para que tenham o que responder aos que se vangloriam das aparências e não do que está no coração.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Tarefas partilhadas

Partilhar tarefas domesticas é algo que hoje em dia é perfeitamente normal num casal, pelo menos é o que eu acho e considero que seja normal, sendo que contraria o que acontecia no passado e não muito longínquo onde a responsabilidade do homem terminava no regresso a casa vindo do trabalho e só continuava no dia seguinte ao sair de volta para o mesmo.

Esta mudança de postura familiar deve-se principalmente ao facto das mulheres de hoje em dia exercerem profissões que não a de domestica que era o que a maioria destas desempenhava a uns anos e que tornava como se de uma obrigação se tratasse ocupar-se de todas as tarefas de casa assim como da educação dos filhos.

Hoje, aliado ao facto de tanto homens como mulheres terem menos tempo para se ocuparem da lide da casa e dos filhos, quase que obriga a que dividam tarefas por forma a conseguirem ter tempo para ambos e para não sobrecarregar um dos elementos, isto porque supondo que só um se ocupasse de todas as questões do lar, juntando a isto o tempo despendido a trabalhar, praticamente era como se vivesse sozinho e não faria sentido nem traria nada de positivo a relação.

Acredito que unifica o casal e trás harmonia quando ambos optam por uma postura de partilha, não só porque diminui o risco de discussões sobre quem faz mais ou menos, como permite uma maior proximidade temporal, e se juntarmos a isto outras questões como a ajuda em outros aspectos com tudo o que são questões familiares ainda mais fortes serão esses laços.

Como tal, partilhem as tarefas mas também as decisões, discutam e cheguem a consensos, se não gostas de fazer algumas coisas não faças essas e faz outras, se ela/ele também não gosta, dividam ou alternem, decidam em conjunto todas as questões, seja o que comprar para casa, o que comprar para comer, onde levar os pequenos, onde ir no Natal ou na Páscoa, onde passar férias, tudo, todas as questões devem ter opinião dos dois, acreditem que simplifica tudo e as decisões são tomadas com o dobro da força e se têm o dobro da força e do apoio mais probabilidades têm de correr bem.

domingo, 10 de maio de 2015

Quando se derrubam pinos.

Já tinha tido a oportunidade de jogar Bowling anteriormente mas nunca tinha tido a real vontade de o fazer, nunca me despertou o interesse nem achava assim tanta piada ao jogo, sendo que imaginava sempre que poderia fazer má figura e então mais valia ficar é sossegado.

Hoje voltei a ter essa oportunidade e desta vez não recuei e decidi participar, e apesar de um começo desastroso, ou talvez não, considerando que foi a primeira vez, até nem correu assim tão mal, mas mais importante que isso acabou por ser bastante divertido.

A diferença de hoje para outras oportunidades talvez tenha sido a companhia, o facto de ter sido uma saída em família programada propositadamente para este efeito a modos que impossibilitava um recuo de minha parte, afinal de contas não seria de bom tom ser o único a não participar.

Além disto, o facto de ser algo que raramente fazemos, sair num programa familiar onde não há motivo aparente, ninguém fazia anos, não comemorava nada, apenas existia uma vontade, estarmos juntos para nos divertirmos e passarmos uma tarde alegre na companhia de quem gosta de nós.

No que a este aspecto diz respeito também os pinos foram derrubados, afinal de contas não é preciso haver ocasião especial para nos juntarmos todos e estarmos na companhia uns dos outros. Que mais dias destes se façam, não só com partidas de Bowling a mistura mas em outros programas e ocasiões.

sábado, 9 de maio de 2015

Aniversários da pequenada!

Hoje a minha pequena têm uma festa de anos, uma coleguinha da escola faz anos e convidou os amigos todos da turma para festejar com ela este dia especial. Isto é algo recorrente quando temos filhos em creches ou escolas, é natural que quando são os seus aniversários convidem na maioria dos casos toda a turma.

No entanto isto coloca várias questões, e somos nos país que ficamos com a batata quente nas mãos pois cabe-nos a nós decidir e explicar a pequenada se podem ou não ir a festa entre outras coisas, entre as quais a questão do presente...

Aqui está o principal problema dos aniversários dos colegas dos nossos filhos, que presente comprar, como ir comprar o presente quando se têm filhos pequenos e explicar que só vamos comprar para o amigo e não podemos comprar também para o nosso filho. Como descobrir que bonecos comprar? É que ao perguntar aos nossos eles vão dizer algo que eles querem e não o que os outros querem...

Depois há a questão do quanto gastar, ficamos sempre com um misto de sensações, não se justifica comprar muito caro porque não é para ninguém assim tão especial, mas ao mesmo tempo não queremos ficar com a ideia que os país deles vão comentar o facto de termos gasto muito ou pouco com o presente.

Além disto, depois ainda se coloca a questão de ficarmos com aquele sentimento de obrigatoriedade de convidar também quando os nossos fazem anos, acabamos por vezes por nos sentirmos presos a essa obrigação, e isso, quando não se abona no que a capacidade financeira diz respeito torna-se muito complicado também de gerir.

Resumindo, para nós país, estes dias acabam por ser uma dor de cabeça, mas uma boa dor de cabeça, afinal de contas os nossos problemas não são os deles e eles nem merecem percebe-los nem têm de os entender. É para eles estes dias e pouco ou nada importa o que os país irão pensar uns dos outros ou se ficam a comentar ou não atitudes ou presentes, eles aceitam e respeitam a nossa decisão e desde que lá estejam e brinquem uns com os outros tudo o resto é irrelevante.

Entre eles não ligam a estas questões e não comentam, e quando existem casos onde o fazem foi porque da boca do adulto saíram palavras com maldade ou carregadas com sentimento negativo, situação essa que nenhuma criança deveria estar sujeita, nem no que toca a isto nem em nada nesta vida.