segunda-feira, 18 de maio de 2015

E se te fizerem o teu CV?

Todos sabemos que hoje em dia dificilmente se consegue trabalho sem um bom CV (curriculum vitae), isto é extremamente importante, pois é nele que constam as tuas habilitações, o teu percurso profissional, os teus dados pessoais, de tudo um pouco podes colocar nele.

Quando procuras trabalho sabes de antemão que deves procurar espelhar de forma positiva o que colocas no CV, sabendo que uma má informação pode deitar por terra a oportunidade de emprego que tanto desejas ou que tanto precisas.

As experiências profissionais que possuis são a meu ver, a mais importante informação que consta num CV, pode não o ser em todos os casos, mas é certamente umas das primeiras fontes de pesquisa de quem os analisa, na procura de características e experiências passadas idênticas ao pretendido para a oportunidade em que estão a recrutar.

No entanto, um dos casos onde esta última questão não se coloca é nos casos de quem nunca teve uma ocupação profissional, quem saí da escola secundária ou da faculdade não possui por norma valências profissionais por forma a satisfazer oportunidades de emprego.

Mas da mesma forma que se verifica essas qualidades também aos futuros trabalhadores se dão oportunidades e é aqui onde quero chegar com este post, as empresas que recrutam diretamente das escolas ou universidades deste país.

Normalmente quem o faz são as grandes empresas, empresas sonantes e que habitualmente empregam muitos jovens, não avaliam tanto as competências profissionais, porque na maioria dos casos os "concorrentes" não as possuem, mas avaliam as capacidades estudantis e humanas.

Após os ingressos, estágios e primeiros anos, onde em muitos casos a evolução pode até nem ser muito elevada, para todos os efeitos e dentro do mercado de trabalho no seu CV podem colocar uma empresa de topo, saltando assim vários degraus e colocando-se assim a frente de muitos outros na mesma posição ou até mesmo alguns com anos de experiência a mais.

Acabam por ser estas empresas a fazer os CV's por eles, dão-lhes além de uma oportunidade de emprego quando saem diretos da faculdade um backgroud para o futuro e com uma projecção diferente de quem começa por baixo ou em empresas de menor visibilidade.

domingo, 17 de maio de 2015

O que não nos faz mal...

Todo nós temos hobbies e prazeres, uns mais enérgicos que outros mas todos nos utilizamos o nosso tempo livre para fazer algo que gostamos. Uns limitam-se a ficar por casa e ver TV ou ler um livro, outros optam por idas ao ginásio, ou futebol, ao cinema, ou simplesmente passear.

Certo é que tudo o que referi não deixam de ser os nossos hobbies e na maioria dos casos a altura em que mais praticamos os nossos passatempos são ao fim de semana, onde temos um pouco mais de tempo e liberdade para o fazer.

Também tenho os meus passatempos, um deles é este que aqui apresento, a escrita criativa ou opinativa que exponho através do blog, que posso faze-lo um pouco todos os dias pois é o que o tempo permite durante a semana de trabalho, mas tenho também outros relacionados com as minhas paixões e que os posso fazer quando tenho mais disponibilidade nomeadamente ao fim de semana, ir ao futebol e ir a igreja.

Mas o que me leva a escrever estas linhas é o facto de muitas vezes considerarmos que os nossos hobbies são algo de muito bom ou positivo na nossa vida mas na realidade podem até não o ser. Isto faz-se refletir quando os nossos hobbies ou passatempos consomem o nosso tempo e interferem nas nossas ligações com os outros.

Nem só o que nos faz mal fisicamente deve ser evitado, também o que nos possa fazer mal intelectualmente ou na relação que temos com os outros pode ser um motivo de problemas graves e deve portanto ser ponderado e avaliado por forma a saber quando e onde parar ou abrandar.

Eu acredito que ninguém se deve privar de nada, se gostamos de beber um copo com os amigos pois que mal terá isso? Se gostamos de ir ao futebol puxar pela nossa equipa, que mal terá isso? Se gostas de gastar dinheiro em roupas ou em idas ao cinema ou em compras de cd's ou dvd's que mal terá isso?

O mal está em quando isso te consome, em quando isso apodera-se da tua vida, quando os teus hobbies te controlam a ti mais que tu a eles, tal como as drogas e o álcool. É ai que tu percebes que o teu hobbie insignificante tornou-se o mandatário principal da tua vida.

Já tive oportunidade durante a minha vida de testar este tipo de situações e até hoje consegui controlar todas elas, umas de forma mais simples que outras e isso por via do controle que as coisas já exerciam sobre mim no entanto muitas delas continuam na minha vida mas de forma muito mais moderada.

Sei que pode parecer fácil falar, até podes não estar a entender o que estou a falar mas faz o seguinte exercício, pensa numa coisa que fazes na tua vida e que costumas colocar a frente de tudo, agora experimenta abstrair-te disso uns dias procura viver uma semana que seja sem isso tal qual como um toxicodependente faz para se curar de um vício pesado, e se por ventura sentires a falta ou se perceberes que as pessoas se aproximam mais de ti é porque aquele teu "amigo" te estava a controlar mais a ti que tu a ele e como tal o que tu pensas que não te faz mal afinal também não faz assim tão bem...

sábado, 16 de maio de 2015

Discussões inconclusivas...

Muitos de nós já tivemos conversas onde defendemos um ponto de vista e do outro lado alguém defende um ponto de vista totalmente diferente do teu. Isto acontece em vários assuntos da nossa vida, entre os quais os que mais são alvo deste tipo de situações são o futebol, a política e a religião.

Normalmente estas conversas acontecem com quem nos é próximo de alguma maneira, familiares,amigos, colegas de trabalho e esporadicamente pessoas que encontramos, mas ai normalmente evitamos porque não temos o a vontade para nos debatermos da mesma forma que quando o fazemos com quem conhecemos bem.

A questão é como conversar ou saber conversar e como e quando parar, é aqui que está o problema e que pode tornar uma simples "discussão" de amigos em desavenças irrecuperáveis ou em situações graves como muitas que se ouvem nas notícias.

Sou uma pessoa com um feitio complicado, opiniões e motivações fortes e que me agarro sempre com unhas e dentes as coisas em que acredito, é difícil fazer mudar-me de opinião, no entanto adoro uma boa discussão, um bom debate e troca de opiniões.

Sou muito expansivo na forma como debato, sou emotivo a falar o que por vezes se confunde com exaltação ou enervamento ou até mesmo agressividade, mas acreditem que não o é, sou um apaixonado pelas coisas que defendo e tento defende-las até as ultimas ou até não ter mais argumentos.

No entanto não sou pessoa de guardar rancores nem ficar chateado e muito menos de deixar que trocas de argumentação me levem a desavenças ou quizilas, nada disso, inclusivamente aceito perfeitamente que me digam um simples: "fica na tua que eu fico na minha" para acabar a conversa, sim, porque pode acontecer fazerem mudar-me de opiniões se tiverem argumentos que eu não consiga rebater, mas enquanto não os arranjarem não terá fim a discussão.

Aceito que mais tarde voltem a falar-me do mesmo, quando houver novos argumentos, até eu gosto de fazer o mesmo, é isto que nos faz crescer também, nós só conseguimos defender "a nossa dama" quando alguém a "ataca" e só conseguimos pensar sobre as coisas e decidir em consciência se alguém nos trouxer motivos de dúvida ou situações que alterem a nossa forma de pensar sobre as coisas.

Por tudo isto, aceitem debater os assuntos, procurem saber um pouco sobre tudo porque não há nada melhor que uma boa conversa ou discussão ou debate ou seja o que for com outra pessoa sobre todos os assuntos, no entanto não cheguem a extremos, evitem zangas e confusões, saibam quando e como parar e se por ventura aconteceu isso com alguém, se tiveram uma situação como esta, conciliem-se com quem não souberam conversar porque não há assunto nenhum que se discuta que valha mais que a amizade ou um familiar.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Só se fala nisto...

Hoje, em qualquer meio de comunicação ou rede social que for o tema do momento é o bullying, as imagens do caso que se passou a cerca de um ano atrás na Figueira da Foz são o que faz abertura de jornais e capa dos mesmos e não bastasse isso, é o assunto preferido para fazer post's no Facebook.

Sempre existiu casos como este, sempre houve bullying nas escolas ou em grupos, sejam elas crianças ou adultos e sempre existirá. Quase todos nós em determinada altura da nossa vida, fosse na escola, na tropa, no trabalho, em casa entre primos, na rua, já passamos por situações destas, podendo não ser por via da agressão física mas por violência psicológica.

No entanto, o que me leva a escrever não é propriamente o caso de bullying mas sim o facto de um assunto, ou um não assunto, neste pais servir de alimento social durante uma eternidade, principalmente quando se tratam de situações negativas.

Tudo o que são coisas positivas não perduram entre nós, ou raramente o acontece, é quase como se fosse mais importante o mal que o bem, porque o mal vende e atrai atenção e a situações positivas ninguém dá muita importância.

Talvez houvesse menos casos como este mais recente se os nossos filhos fossem inundados com relatos e evidências que o bem predomina e que tivessem mais acesso e houvesse uma maior insistência sobre casos onde as boas maneiras, os valores sociais e o respeito são o essencial para se poder viver e sobreviver em sociedade.

Ao contrario, o que é feito é precisamente o contrario, cria-se uma ideia que paga-se com a mesma moeda e que antes de se ser caçado deve-se ser caçador, não importa como nem importa as consequências, o importante é cada um safar-se por si.

Concordo que se deve ser preventivo, que nós país e a sociedade em geral deve ser vigilante e activa na defesa das crianças e dos nossos valores enquanto cidadãos no entanto não acredito que o alarmismo desmedido seja o caminho mais indicado, porque como se costuma dizer: o fruto proibido é o mais apetecido.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Aparência não é sinônimo de valor!

Ao longo da nossa vida vamos conhecendo muitas pessoas, ou por iniciativa própria, ou por iniciativa destes ou por intermédio de alguém, no entanto ao conhecer novas pessoas estas provocam em nós, em termos gerais, uma preconcepção do seu caráter baseado na aparência ou no que vestem ou no que dizem e gesticulam.

Estas ideias preconcebidas por vezes são difíceis de apagar, e na maioria dos casos não mudamos a nossa opinião mediante atitudes ou posturas que essas pessoas possam ter, isto tanto pode acontecer para o bem como para o mal.

Hoje passei por uma dessas sensações, não que considera-se uma pessoa como uma má pessoa ou com mau caráter, simplesmente julgava-a uma pessoa carrancuda e mal humorada, pouco acessível e distante, quase como se de alguém inatingível se tratasse.

Totalmente errado, foi das melhores sensações que se pode ter quando se conhece alguém mais aprofundadamente e nos deparados com um erro de julgamento tão grande, a pessoa que julgava eu ser tudo aquilo que mencionei anteriormente é precisamente o oposto, simples, bem humorada, prestável e com uma capacidade de entreter acima da média.

Surpresas destas sei que não acontecem sempre, e muitas vezes até acertamos em julgamentos que fazemos, mas acho que é errado fazê-lo e hoje mais uma vez a vida mostrou-me isso mesmo, que devo tentar abstrair-me dessa inerência humana de julgar o desconhecido e procurar dar uma oportunidade a todas as pessoas que surgem na minha vida de se mostrarem.

Acredito que boas surpresas estarão por ai guardadas, assim como também acredito que no reverso da medalha também devemos acautelar-nos com quem aparenta ser alguém que vêm pelo bem mas no fundo não o é, e aqui cabe-nos a nós afastar o mal que trazem e quem sabe procurarmos ser nós a surpresa na vida delas.



2 Coríntios 5

12 Não estamos tentando novamente recomendar-nos a vocês, porém estamos dando a oportunidade de exultarem em nós, para que tenham o que responder aos que se vangloriam das aparências e não do que está no coração.