sábado, 16 de maio de 2015

Discussões inconclusivas...

Muitos de nós já tivemos conversas onde defendemos um ponto de vista e do outro lado alguém defende um ponto de vista totalmente diferente do teu. Isto acontece em vários assuntos da nossa vida, entre os quais os que mais são alvo deste tipo de situações são o futebol, a política e a religião.

Normalmente estas conversas acontecem com quem nos é próximo de alguma maneira, familiares,amigos, colegas de trabalho e esporadicamente pessoas que encontramos, mas ai normalmente evitamos porque não temos o a vontade para nos debatermos da mesma forma que quando o fazemos com quem conhecemos bem.

A questão é como conversar ou saber conversar e como e quando parar, é aqui que está o problema e que pode tornar uma simples "discussão" de amigos em desavenças irrecuperáveis ou em situações graves como muitas que se ouvem nas notícias.

Sou uma pessoa com um feitio complicado, opiniões e motivações fortes e que me agarro sempre com unhas e dentes as coisas em que acredito, é difícil fazer mudar-me de opinião, no entanto adoro uma boa discussão, um bom debate e troca de opiniões.

Sou muito expansivo na forma como debato, sou emotivo a falar o que por vezes se confunde com exaltação ou enervamento ou até mesmo agressividade, mas acreditem que não o é, sou um apaixonado pelas coisas que defendo e tento defende-las até as ultimas ou até não ter mais argumentos.

No entanto não sou pessoa de guardar rancores nem ficar chateado e muito menos de deixar que trocas de argumentação me levem a desavenças ou quizilas, nada disso, inclusivamente aceito perfeitamente que me digam um simples: "fica na tua que eu fico na minha" para acabar a conversa, sim, porque pode acontecer fazerem mudar-me de opiniões se tiverem argumentos que eu não consiga rebater, mas enquanto não os arranjarem não terá fim a discussão.

Aceito que mais tarde voltem a falar-me do mesmo, quando houver novos argumentos, até eu gosto de fazer o mesmo, é isto que nos faz crescer também, nós só conseguimos defender "a nossa dama" quando alguém a "ataca" e só conseguimos pensar sobre as coisas e decidir em consciência se alguém nos trouxer motivos de dúvida ou situações que alterem a nossa forma de pensar sobre as coisas.

Por tudo isto, aceitem debater os assuntos, procurem saber um pouco sobre tudo porque não há nada melhor que uma boa conversa ou discussão ou debate ou seja o que for com outra pessoa sobre todos os assuntos, no entanto não cheguem a extremos, evitem zangas e confusões, saibam quando e como parar e se por ventura aconteceu isso com alguém, se tiveram uma situação como esta, conciliem-se com quem não souberam conversar porque não há assunto nenhum que se discuta que valha mais que a amizade ou um familiar.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Só se fala nisto...

Hoje, em qualquer meio de comunicação ou rede social que for o tema do momento é o bullying, as imagens do caso que se passou a cerca de um ano atrás na Figueira da Foz são o que faz abertura de jornais e capa dos mesmos e não bastasse isso, é o assunto preferido para fazer post's no Facebook.

Sempre existiu casos como este, sempre houve bullying nas escolas ou em grupos, sejam elas crianças ou adultos e sempre existirá. Quase todos nós em determinada altura da nossa vida, fosse na escola, na tropa, no trabalho, em casa entre primos, na rua, já passamos por situações destas, podendo não ser por via da agressão física mas por violência psicológica.

No entanto, o que me leva a escrever não é propriamente o caso de bullying mas sim o facto de um assunto, ou um não assunto, neste pais servir de alimento social durante uma eternidade, principalmente quando se tratam de situações negativas.

Tudo o que são coisas positivas não perduram entre nós, ou raramente o acontece, é quase como se fosse mais importante o mal que o bem, porque o mal vende e atrai atenção e a situações positivas ninguém dá muita importância.

Talvez houvesse menos casos como este mais recente se os nossos filhos fossem inundados com relatos e evidências que o bem predomina e que tivessem mais acesso e houvesse uma maior insistência sobre casos onde as boas maneiras, os valores sociais e o respeito são o essencial para se poder viver e sobreviver em sociedade.

Ao contrario, o que é feito é precisamente o contrario, cria-se uma ideia que paga-se com a mesma moeda e que antes de se ser caçado deve-se ser caçador, não importa como nem importa as consequências, o importante é cada um safar-se por si.

Concordo que se deve ser preventivo, que nós país e a sociedade em geral deve ser vigilante e activa na defesa das crianças e dos nossos valores enquanto cidadãos no entanto não acredito que o alarmismo desmedido seja o caminho mais indicado, porque como se costuma dizer: o fruto proibido é o mais apetecido.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Aparência não é sinônimo de valor!

Ao longo da nossa vida vamos conhecendo muitas pessoas, ou por iniciativa própria, ou por iniciativa destes ou por intermédio de alguém, no entanto ao conhecer novas pessoas estas provocam em nós, em termos gerais, uma preconcepção do seu caráter baseado na aparência ou no que vestem ou no que dizem e gesticulam.

Estas ideias preconcebidas por vezes são difíceis de apagar, e na maioria dos casos não mudamos a nossa opinião mediante atitudes ou posturas que essas pessoas possam ter, isto tanto pode acontecer para o bem como para o mal.

Hoje passei por uma dessas sensações, não que considera-se uma pessoa como uma má pessoa ou com mau caráter, simplesmente julgava-a uma pessoa carrancuda e mal humorada, pouco acessível e distante, quase como se de alguém inatingível se tratasse.

Totalmente errado, foi das melhores sensações que se pode ter quando se conhece alguém mais aprofundadamente e nos deparados com um erro de julgamento tão grande, a pessoa que julgava eu ser tudo aquilo que mencionei anteriormente é precisamente o oposto, simples, bem humorada, prestável e com uma capacidade de entreter acima da média.

Surpresas destas sei que não acontecem sempre, e muitas vezes até acertamos em julgamentos que fazemos, mas acho que é errado fazê-lo e hoje mais uma vez a vida mostrou-me isso mesmo, que devo tentar abstrair-me dessa inerência humana de julgar o desconhecido e procurar dar uma oportunidade a todas as pessoas que surgem na minha vida de se mostrarem.

Acredito que boas surpresas estarão por ai guardadas, assim como também acredito que no reverso da medalha também devemos acautelar-nos com quem aparenta ser alguém que vêm pelo bem mas no fundo não o é, e aqui cabe-nos a nós afastar o mal que trazem e quem sabe procurarmos ser nós a surpresa na vida delas.



2 Coríntios 5

12 Não estamos tentando novamente recomendar-nos a vocês, porém estamos dando a oportunidade de exultarem em nós, para que tenham o que responder aos que se vangloriam das aparências e não do que está no coração.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Tarefas partilhadas

Partilhar tarefas domesticas é algo que hoje em dia é perfeitamente normal num casal, pelo menos é o que eu acho e considero que seja normal, sendo que contraria o que acontecia no passado e não muito longínquo onde a responsabilidade do homem terminava no regresso a casa vindo do trabalho e só continuava no dia seguinte ao sair de volta para o mesmo.

Esta mudança de postura familiar deve-se principalmente ao facto das mulheres de hoje em dia exercerem profissões que não a de domestica que era o que a maioria destas desempenhava a uns anos e que tornava como se de uma obrigação se tratasse ocupar-se de todas as tarefas de casa assim como da educação dos filhos.

Hoje, aliado ao facto de tanto homens como mulheres terem menos tempo para se ocuparem da lide da casa e dos filhos, quase que obriga a que dividam tarefas por forma a conseguirem ter tempo para ambos e para não sobrecarregar um dos elementos, isto porque supondo que só um se ocupasse de todas as questões do lar, juntando a isto o tempo despendido a trabalhar, praticamente era como se vivesse sozinho e não faria sentido nem traria nada de positivo a relação.

Acredito que unifica o casal e trás harmonia quando ambos optam por uma postura de partilha, não só porque diminui o risco de discussões sobre quem faz mais ou menos, como permite uma maior proximidade temporal, e se juntarmos a isto outras questões como a ajuda em outros aspectos com tudo o que são questões familiares ainda mais fortes serão esses laços.

Como tal, partilhem as tarefas mas também as decisões, discutam e cheguem a consensos, se não gostas de fazer algumas coisas não faças essas e faz outras, se ela/ele também não gosta, dividam ou alternem, decidam em conjunto todas as questões, seja o que comprar para casa, o que comprar para comer, onde levar os pequenos, onde ir no Natal ou na Páscoa, onde passar férias, tudo, todas as questões devem ter opinião dos dois, acreditem que simplifica tudo e as decisões são tomadas com o dobro da força e se têm o dobro da força e do apoio mais probabilidades têm de correr bem.

domingo, 10 de maio de 2015

Quando se derrubam pinos.

Já tinha tido a oportunidade de jogar Bowling anteriormente mas nunca tinha tido a real vontade de o fazer, nunca me despertou o interesse nem achava assim tanta piada ao jogo, sendo que imaginava sempre que poderia fazer má figura e então mais valia ficar é sossegado.

Hoje voltei a ter essa oportunidade e desta vez não recuei e decidi participar, e apesar de um começo desastroso, ou talvez não, considerando que foi a primeira vez, até nem correu assim tão mal, mas mais importante que isso acabou por ser bastante divertido.

A diferença de hoje para outras oportunidades talvez tenha sido a companhia, o facto de ter sido uma saída em família programada propositadamente para este efeito a modos que impossibilitava um recuo de minha parte, afinal de contas não seria de bom tom ser o único a não participar.

Além disto, o facto de ser algo que raramente fazemos, sair num programa familiar onde não há motivo aparente, ninguém fazia anos, não comemorava nada, apenas existia uma vontade, estarmos juntos para nos divertirmos e passarmos uma tarde alegre na companhia de quem gosta de nós.

No que a este aspecto diz respeito também os pinos foram derrubados, afinal de contas não é preciso haver ocasião especial para nos juntarmos todos e estarmos na companhia uns dos outros. Que mais dias destes se façam, não só com partidas de Bowling a mistura mas em outros programas e ocasiões.