sexta-feira, 15 de maio de 2015

Só se fala nisto...

Hoje, em qualquer meio de comunicação ou rede social que for o tema do momento é o bullying, as imagens do caso que se passou a cerca de um ano atrás na Figueira da Foz são o que faz abertura de jornais e capa dos mesmos e não bastasse isso, é o assunto preferido para fazer post's no Facebook.

Sempre existiu casos como este, sempre houve bullying nas escolas ou em grupos, sejam elas crianças ou adultos e sempre existirá. Quase todos nós em determinada altura da nossa vida, fosse na escola, na tropa, no trabalho, em casa entre primos, na rua, já passamos por situações destas, podendo não ser por via da agressão física mas por violência psicológica.

No entanto, o que me leva a escrever não é propriamente o caso de bullying mas sim o facto de um assunto, ou um não assunto, neste pais servir de alimento social durante uma eternidade, principalmente quando se tratam de situações negativas.

Tudo o que são coisas positivas não perduram entre nós, ou raramente o acontece, é quase como se fosse mais importante o mal que o bem, porque o mal vende e atrai atenção e a situações positivas ninguém dá muita importância.

Talvez houvesse menos casos como este mais recente se os nossos filhos fossem inundados com relatos e evidências que o bem predomina e que tivessem mais acesso e houvesse uma maior insistência sobre casos onde as boas maneiras, os valores sociais e o respeito são o essencial para se poder viver e sobreviver em sociedade.

Ao contrario, o que é feito é precisamente o contrario, cria-se uma ideia que paga-se com a mesma moeda e que antes de se ser caçado deve-se ser caçador, não importa como nem importa as consequências, o importante é cada um safar-se por si.

Concordo que se deve ser preventivo, que nós país e a sociedade em geral deve ser vigilante e activa na defesa das crianças e dos nossos valores enquanto cidadãos no entanto não acredito que o alarmismo desmedido seja o caminho mais indicado, porque como se costuma dizer: o fruto proibido é o mais apetecido.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Aparência não é sinônimo de valor!

Ao longo da nossa vida vamos conhecendo muitas pessoas, ou por iniciativa própria, ou por iniciativa destes ou por intermédio de alguém, no entanto ao conhecer novas pessoas estas provocam em nós, em termos gerais, uma preconcepção do seu caráter baseado na aparência ou no que vestem ou no que dizem e gesticulam.

Estas ideias preconcebidas por vezes são difíceis de apagar, e na maioria dos casos não mudamos a nossa opinião mediante atitudes ou posturas que essas pessoas possam ter, isto tanto pode acontecer para o bem como para o mal.

Hoje passei por uma dessas sensações, não que considera-se uma pessoa como uma má pessoa ou com mau caráter, simplesmente julgava-a uma pessoa carrancuda e mal humorada, pouco acessível e distante, quase como se de alguém inatingível se tratasse.

Totalmente errado, foi das melhores sensações que se pode ter quando se conhece alguém mais aprofundadamente e nos deparados com um erro de julgamento tão grande, a pessoa que julgava eu ser tudo aquilo que mencionei anteriormente é precisamente o oposto, simples, bem humorada, prestável e com uma capacidade de entreter acima da média.

Surpresas destas sei que não acontecem sempre, e muitas vezes até acertamos em julgamentos que fazemos, mas acho que é errado fazê-lo e hoje mais uma vez a vida mostrou-me isso mesmo, que devo tentar abstrair-me dessa inerência humana de julgar o desconhecido e procurar dar uma oportunidade a todas as pessoas que surgem na minha vida de se mostrarem.

Acredito que boas surpresas estarão por ai guardadas, assim como também acredito que no reverso da medalha também devemos acautelar-nos com quem aparenta ser alguém que vêm pelo bem mas no fundo não o é, e aqui cabe-nos a nós afastar o mal que trazem e quem sabe procurarmos ser nós a surpresa na vida delas.



2 Coríntios 5

12 Não estamos tentando novamente recomendar-nos a vocês, porém estamos dando a oportunidade de exultarem em nós, para que tenham o que responder aos que se vangloriam das aparências e não do que está no coração.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Tarefas partilhadas

Partilhar tarefas domesticas é algo que hoje em dia é perfeitamente normal num casal, pelo menos é o que eu acho e considero que seja normal, sendo que contraria o que acontecia no passado e não muito longínquo onde a responsabilidade do homem terminava no regresso a casa vindo do trabalho e só continuava no dia seguinte ao sair de volta para o mesmo.

Esta mudança de postura familiar deve-se principalmente ao facto das mulheres de hoje em dia exercerem profissões que não a de domestica que era o que a maioria destas desempenhava a uns anos e que tornava como se de uma obrigação se tratasse ocupar-se de todas as tarefas de casa assim como da educação dos filhos.

Hoje, aliado ao facto de tanto homens como mulheres terem menos tempo para se ocuparem da lide da casa e dos filhos, quase que obriga a que dividam tarefas por forma a conseguirem ter tempo para ambos e para não sobrecarregar um dos elementos, isto porque supondo que só um se ocupasse de todas as questões do lar, juntando a isto o tempo despendido a trabalhar, praticamente era como se vivesse sozinho e não faria sentido nem traria nada de positivo a relação.

Acredito que unifica o casal e trás harmonia quando ambos optam por uma postura de partilha, não só porque diminui o risco de discussões sobre quem faz mais ou menos, como permite uma maior proximidade temporal, e se juntarmos a isto outras questões como a ajuda em outros aspectos com tudo o que são questões familiares ainda mais fortes serão esses laços.

Como tal, partilhem as tarefas mas também as decisões, discutam e cheguem a consensos, se não gostas de fazer algumas coisas não faças essas e faz outras, se ela/ele também não gosta, dividam ou alternem, decidam em conjunto todas as questões, seja o que comprar para casa, o que comprar para comer, onde levar os pequenos, onde ir no Natal ou na Páscoa, onde passar férias, tudo, todas as questões devem ter opinião dos dois, acreditem que simplifica tudo e as decisões são tomadas com o dobro da força e se têm o dobro da força e do apoio mais probabilidades têm de correr bem.

domingo, 10 de maio de 2015

Quando se derrubam pinos.

Já tinha tido a oportunidade de jogar Bowling anteriormente mas nunca tinha tido a real vontade de o fazer, nunca me despertou o interesse nem achava assim tanta piada ao jogo, sendo que imaginava sempre que poderia fazer má figura e então mais valia ficar é sossegado.

Hoje voltei a ter essa oportunidade e desta vez não recuei e decidi participar, e apesar de um começo desastroso, ou talvez não, considerando que foi a primeira vez, até nem correu assim tão mal, mas mais importante que isso acabou por ser bastante divertido.

A diferença de hoje para outras oportunidades talvez tenha sido a companhia, o facto de ter sido uma saída em família programada propositadamente para este efeito a modos que impossibilitava um recuo de minha parte, afinal de contas não seria de bom tom ser o único a não participar.

Além disto, o facto de ser algo que raramente fazemos, sair num programa familiar onde não há motivo aparente, ninguém fazia anos, não comemorava nada, apenas existia uma vontade, estarmos juntos para nos divertirmos e passarmos uma tarde alegre na companhia de quem gosta de nós.

No que a este aspecto diz respeito também os pinos foram derrubados, afinal de contas não é preciso haver ocasião especial para nos juntarmos todos e estarmos na companhia uns dos outros. Que mais dias destes se façam, não só com partidas de Bowling a mistura mas em outros programas e ocasiões.

sábado, 9 de maio de 2015

Aniversários da pequenada!

Hoje a minha pequena têm uma festa de anos, uma coleguinha da escola faz anos e convidou os amigos todos da turma para festejar com ela este dia especial. Isto é algo recorrente quando temos filhos em creches ou escolas, é natural que quando são os seus aniversários convidem na maioria dos casos toda a turma.

No entanto isto coloca várias questões, e somos nos país que ficamos com a batata quente nas mãos pois cabe-nos a nós decidir e explicar a pequenada se podem ou não ir a festa entre outras coisas, entre as quais a questão do presente...

Aqui está o principal problema dos aniversários dos colegas dos nossos filhos, que presente comprar, como ir comprar o presente quando se têm filhos pequenos e explicar que só vamos comprar para o amigo e não podemos comprar também para o nosso filho. Como descobrir que bonecos comprar? É que ao perguntar aos nossos eles vão dizer algo que eles querem e não o que os outros querem...

Depois há a questão do quanto gastar, ficamos sempre com um misto de sensações, não se justifica comprar muito caro porque não é para ninguém assim tão especial, mas ao mesmo tempo não queremos ficar com a ideia que os país deles vão comentar o facto de termos gasto muito ou pouco com o presente.

Além disto, depois ainda se coloca a questão de ficarmos com aquele sentimento de obrigatoriedade de convidar também quando os nossos fazem anos, acabamos por vezes por nos sentirmos presos a essa obrigação, e isso, quando não se abona no que a capacidade financeira diz respeito torna-se muito complicado também de gerir.

Resumindo, para nós país, estes dias acabam por ser uma dor de cabeça, mas uma boa dor de cabeça, afinal de contas os nossos problemas não são os deles e eles nem merecem percebe-los nem têm de os entender. É para eles estes dias e pouco ou nada importa o que os país irão pensar uns dos outros ou se ficam a comentar ou não atitudes ou presentes, eles aceitam e respeitam a nossa decisão e desde que lá estejam e brinquem uns com os outros tudo o resto é irrelevante.

Entre eles não ligam a estas questões e não comentam, e quando existem casos onde o fazem foi porque da boca do adulto saíram palavras com maldade ou carregadas com sentimento negativo, situação essa que nenhuma criança deveria estar sujeita, nem no que toca a isto nem em nada nesta vida.