segunda-feira, 11 de maio de 2015

Tarefas partilhadas

Partilhar tarefas domesticas é algo que hoje em dia é perfeitamente normal num casal, pelo menos é o que eu acho e considero que seja normal, sendo que contraria o que acontecia no passado e não muito longínquo onde a responsabilidade do homem terminava no regresso a casa vindo do trabalho e só continuava no dia seguinte ao sair de volta para o mesmo.

Esta mudança de postura familiar deve-se principalmente ao facto das mulheres de hoje em dia exercerem profissões que não a de domestica que era o que a maioria destas desempenhava a uns anos e que tornava como se de uma obrigação se tratasse ocupar-se de todas as tarefas de casa assim como da educação dos filhos.

Hoje, aliado ao facto de tanto homens como mulheres terem menos tempo para se ocuparem da lide da casa e dos filhos, quase que obriga a que dividam tarefas por forma a conseguirem ter tempo para ambos e para não sobrecarregar um dos elementos, isto porque supondo que só um se ocupasse de todas as questões do lar, juntando a isto o tempo despendido a trabalhar, praticamente era como se vivesse sozinho e não faria sentido nem traria nada de positivo a relação.

Acredito que unifica o casal e trás harmonia quando ambos optam por uma postura de partilha, não só porque diminui o risco de discussões sobre quem faz mais ou menos, como permite uma maior proximidade temporal, e se juntarmos a isto outras questões como a ajuda em outros aspectos com tudo o que são questões familiares ainda mais fortes serão esses laços.

Como tal, partilhem as tarefas mas também as decisões, discutam e cheguem a consensos, se não gostas de fazer algumas coisas não faças essas e faz outras, se ela/ele também não gosta, dividam ou alternem, decidam em conjunto todas as questões, seja o que comprar para casa, o que comprar para comer, onde levar os pequenos, onde ir no Natal ou na Páscoa, onde passar férias, tudo, todas as questões devem ter opinião dos dois, acreditem que simplifica tudo e as decisões são tomadas com o dobro da força e se têm o dobro da força e do apoio mais probabilidades têm de correr bem.

domingo, 10 de maio de 2015

Quando se derrubam pinos.

Já tinha tido a oportunidade de jogar Bowling anteriormente mas nunca tinha tido a real vontade de o fazer, nunca me despertou o interesse nem achava assim tanta piada ao jogo, sendo que imaginava sempre que poderia fazer má figura e então mais valia ficar é sossegado.

Hoje voltei a ter essa oportunidade e desta vez não recuei e decidi participar, e apesar de um começo desastroso, ou talvez não, considerando que foi a primeira vez, até nem correu assim tão mal, mas mais importante que isso acabou por ser bastante divertido.

A diferença de hoje para outras oportunidades talvez tenha sido a companhia, o facto de ter sido uma saída em família programada propositadamente para este efeito a modos que impossibilitava um recuo de minha parte, afinal de contas não seria de bom tom ser o único a não participar.

Além disto, o facto de ser algo que raramente fazemos, sair num programa familiar onde não há motivo aparente, ninguém fazia anos, não comemorava nada, apenas existia uma vontade, estarmos juntos para nos divertirmos e passarmos uma tarde alegre na companhia de quem gosta de nós.

No que a este aspecto diz respeito também os pinos foram derrubados, afinal de contas não é preciso haver ocasião especial para nos juntarmos todos e estarmos na companhia uns dos outros. Que mais dias destes se façam, não só com partidas de Bowling a mistura mas em outros programas e ocasiões.

sábado, 9 de maio de 2015

Aniversários da pequenada!

Hoje a minha pequena têm uma festa de anos, uma coleguinha da escola faz anos e convidou os amigos todos da turma para festejar com ela este dia especial. Isto é algo recorrente quando temos filhos em creches ou escolas, é natural que quando são os seus aniversários convidem na maioria dos casos toda a turma.

No entanto isto coloca várias questões, e somos nos país que ficamos com a batata quente nas mãos pois cabe-nos a nós decidir e explicar a pequenada se podem ou não ir a festa entre outras coisas, entre as quais a questão do presente...

Aqui está o principal problema dos aniversários dos colegas dos nossos filhos, que presente comprar, como ir comprar o presente quando se têm filhos pequenos e explicar que só vamos comprar para o amigo e não podemos comprar também para o nosso filho. Como descobrir que bonecos comprar? É que ao perguntar aos nossos eles vão dizer algo que eles querem e não o que os outros querem...

Depois há a questão do quanto gastar, ficamos sempre com um misto de sensações, não se justifica comprar muito caro porque não é para ninguém assim tão especial, mas ao mesmo tempo não queremos ficar com a ideia que os país deles vão comentar o facto de termos gasto muito ou pouco com o presente.

Além disto, depois ainda se coloca a questão de ficarmos com aquele sentimento de obrigatoriedade de convidar também quando os nossos fazem anos, acabamos por vezes por nos sentirmos presos a essa obrigação, e isso, quando não se abona no que a capacidade financeira diz respeito torna-se muito complicado também de gerir.

Resumindo, para nós país, estes dias acabam por ser uma dor de cabeça, mas uma boa dor de cabeça, afinal de contas os nossos problemas não são os deles e eles nem merecem percebe-los nem têm de os entender. É para eles estes dias e pouco ou nada importa o que os país irão pensar uns dos outros ou se ficam a comentar ou não atitudes ou presentes, eles aceitam e respeitam a nossa decisão e desde que lá estejam e brinquem uns com os outros tudo o resto é irrelevante.

Entre eles não ligam a estas questões e não comentam, e quando existem casos onde o fazem foi porque da boca do adulto saíram palavras com maldade ou carregadas com sentimento negativo, situação essa que nenhuma criança deveria estar sujeita, nem no que toca a isto nem em nada nesta vida.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Desafio...

Ontem foi um dia marcado por um novo desafio pessoal, decidi conjuntamente com a minha mulher iniciar um curso de fundamentos bíblicos organizado pelo Centro Cristão da Cidade, igreja que frequentamos habitualmente ao Domingo de manhã.

Não foi uma decisão difícil esta, a vontade de ambos em querer saber um pouco mais sobre a palavra e sobre os factos que nos levam a frequentar o CCC, só por si já seriam suficientes para fundamentar a nossa decisão.

No entanto, não foi só por isto, há muitos outros factores importantes que basearam esta nossa decisão, tanto familiares, como pessoais e também sociais, pensamos que também isto será uma das principais razões para se fazer e ser igreja e o motivo que nos aproximou e mantém ligados, não só para falar sobre A Bíblia e sobre a palavra mas também para fazer parte da vida das pessoas e poder ajudar.

Apesar de não nos podermos considerar um casal "velho" pois não estamos juntos sequer a uma década, já aprendemos que um dos grandes factores de união e partilha será conseguir conciliar hobbies ou actvidades e gostos comuns, como tal, aproveitamos aqui uma oportunidade de fazer em conjunto este curso e assim passarmos tempo juntos um do outro na partilha de conhecimento.

Depois há as questões pessoais e intelectuais, independentemente do tema que é, o saber, como se costuma dizer, não ocupa lugar, como tal, e apesar de ser um curso mais "familiar" que propriamente com o rigor  educativo, é mais uma oportunidade de aprender, de coletar saber e conhecimento, além do que já mencionem em ocasiões anteriores, aprendizagem sobre este tema, mesmo que não se acredite é sempre aprendizagem sobre o bem.

Por fim temos os motivos sociais, é sempre um valor acrescido quando estendes as tuas ligações, todos sabemos que em criança é fácil encontrar amigos, mas que em adulto ou se preserva os que temos dos tempos de juventude ou esse leque reduz-se significativamente. Aqui surge uma oportunidade de criar amizades, ainda mais quando se trata de pessoas com quem tens algo em comum e que partilham de um possível gosto igual ao teu e que podem trazer algo de novo a tua vida.

Como já referi não foi uma decisão difícil, e com os motivos que mencionem acima facilmente percebem o porque. Espero que ao fim destas nove semanas as expectativas não saiam defraudadas e a avaliar pelo que foi o primeiro dia não acontecerá certamente até porque as bases do curso estão alicerçadas em quem nunca nos defrauda



 Êxodo 18

16 Toda vez que alguém tem uma questão, esta me é trazida, e eu decido entre as partes, e ensino-lhes os decretos e leis de Deus".

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ensinamento partilhado

Há momentos na educação dos nossos filhos que são muito complicados de gerir, por um lado o ensinamento de algo que achamos ser o mais correcto e por outro o facto de sabermos que aquilo vai-lhes custar a ouvir e isso também a nós nos afecta.

Hoje mais uma vez passei por isso, tive de ser o Pai autoritário e educador e não o Pai brincalhão e amigo que normalmente costumo ser. Achei por bem intervir, pode até não ter sido nada que outrora a pequena não tivesse já feito sem não ter atuado mas desta vez achei por bem fazê-lo mesmo que possa ter sido desajustado foi o que achei melhor na altura.

Cada vez que o faço, acabo por sofrer também tal como ela, não lhe bato, não foi assim que fui educado, utilizo mais a correcção verbal e normalmente funciona, se bem que eles rapidamente se esquecem e temos de repetir o sermão passado uns tempos, penso que seja normal e é o que se quer que se faça, corrigir até que um dia lá fiquem os ensinamentos, pelo menos os que achamos que serão o melhor para eles.

A problemática de hoje foi o comer, alias, esse é um dos problemas de todos os pais, uns porque os filhos não comem, outros porque comem de mais, outros porque só comem porcarias, entre outras coisas, no meu caso era a suposta birra sobre o gosto do comer, não "gostava" do que era o jantar.

Tal como nós adultos, por vezes dizemos que não gostamos quando na realidade não é o que se trata, simplesmente não nos agrada ou não é o que nos apetece, foi este último o caso, tantas vezes já comeu aquilo e hoje não gostava...

Intercedi, fiz ver que não se pode desperdiçar, que algures no mundo há crianças como ela que não tem o que comer e que dariam tudo para poder ter o que comer quanto mais que escolher, de forma intempestiva acabei por exagerar, mostrei uma imagem retirada da internet de uma criança que era pele e osso derivado a subnutrição... Ela viu a imagem e chorou com medo que lhe pudesse acontecer o mesmo...

Nesse momento percebi que excedera-me, mas o mal já estava feito e apesar de ter resultado pois comeu tudo, fico revoltado comigo por ter utilizado provavelmente meios agressivos de mais para fazer valer o meu ponto de visto, que possivelmente não seria necessário chegar a tanto.

Tenho a certeza que futuramente ela irá fazer a mesma birra, eles são assim e não há nada a fazer, no entanto também acredito que não será necessário retornar a este método porque eles não se esquecem do que lhes afecta assim tão facilmente e além disso não serie capaz de utilizar novamente algo tão forte para moldar a minha filha.

Em tudo na vida tiramos ilações, aprendemos com os sucessos mas principalmente com os erros, e neste caso ao querer educar, ao querer ser Pai acabei por aprender também, acabei por perceber que mesmo os filhos podem ensinar os pais mesmo que inconscientemente e confirmei que a velha máxima que utilizamos do estamos sempre a aprender aplica-se em qualquer circunstância da vida.


Efésios 6

4 Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor.