sábado, 9 de maio de 2015

Aniversários da pequenada!

Hoje a minha pequena têm uma festa de anos, uma coleguinha da escola faz anos e convidou os amigos todos da turma para festejar com ela este dia especial. Isto é algo recorrente quando temos filhos em creches ou escolas, é natural que quando são os seus aniversários convidem na maioria dos casos toda a turma.

No entanto isto coloca várias questões, e somos nos país que ficamos com a batata quente nas mãos pois cabe-nos a nós decidir e explicar a pequenada se podem ou não ir a festa entre outras coisas, entre as quais a questão do presente...

Aqui está o principal problema dos aniversários dos colegas dos nossos filhos, que presente comprar, como ir comprar o presente quando se têm filhos pequenos e explicar que só vamos comprar para o amigo e não podemos comprar também para o nosso filho. Como descobrir que bonecos comprar? É que ao perguntar aos nossos eles vão dizer algo que eles querem e não o que os outros querem...

Depois há a questão do quanto gastar, ficamos sempre com um misto de sensações, não se justifica comprar muito caro porque não é para ninguém assim tão especial, mas ao mesmo tempo não queremos ficar com a ideia que os país deles vão comentar o facto de termos gasto muito ou pouco com o presente.

Além disto, depois ainda se coloca a questão de ficarmos com aquele sentimento de obrigatoriedade de convidar também quando os nossos fazem anos, acabamos por vezes por nos sentirmos presos a essa obrigação, e isso, quando não se abona no que a capacidade financeira diz respeito torna-se muito complicado também de gerir.

Resumindo, para nós país, estes dias acabam por ser uma dor de cabeça, mas uma boa dor de cabeça, afinal de contas os nossos problemas não são os deles e eles nem merecem percebe-los nem têm de os entender. É para eles estes dias e pouco ou nada importa o que os país irão pensar uns dos outros ou se ficam a comentar ou não atitudes ou presentes, eles aceitam e respeitam a nossa decisão e desde que lá estejam e brinquem uns com os outros tudo o resto é irrelevante.

Entre eles não ligam a estas questões e não comentam, e quando existem casos onde o fazem foi porque da boca do adulto saíram palavras com maldade ou carregadas com sentimento negativo, situação essa que nenhuma criança deveria estar sujeita, nem no que toca a isto nem em nada nesta vida.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Desafio...

Ontem foi um dia marcado por um novo desafio pessoal, decidi conjuntamente com a minha mulher iniciar um curso de fundamentos bíblicos organizado pelo Centro Cristão da Cidade, igreja que frequentamos habitualmente ao Domingo de manhã.

Não foi uma decisão difícil esta, a vontade de ambos em querer saber um pouco mais sobre a palavra e sobre os factos que nos levam a frequentar o CCC, só por si já seriam suficientes para fundamentar a nossa decisão.

No entanto, não foi só por isto, há muitos outros factores importantes que basearam esta nossa decisão, tanto familiares, como pessoais e também sociais, pensamos que também isto será uma das principais razões para se fazer e ser igreja e o motivo que nos aproximou e mantém ligados, não só para falar sobre A Bíblia e sobre a palavra mas também para fazer parte da vida das pessoas e poder ajudar.

Apesar de não nos podermos considerar um casal "velho" pois não estamos juntos sequer a uma década, já aprendemos que um dos grandes factores de união e partilha será conseguir conciliar hobbies ou actvidades e gostos comuns, como tal, aproveitamos aqui uma oportunidade de fazer em conjunto este curso e assim passarmos tempo juntos um do outro na partilha de conhecimento.

Depois há as questões pessoais e intelectuais, independentemente do tema que é, o saber, como se costuma dizer, não ocupa lugar, como tal, e apesar de ser um curso mais "familiar" que propriamente com o rigor  educativo, é mais uma oportunidade de aprender, de coletar saber e conhecimento, além do que já mencionem em ocasiões anteriores, aprendizagem sobre este tema, mesmo que não se acredite é sempre aprendizagem sobre o bem.

Por fim temos os motivos sociais, é sempre um valor acrescido quando estendes as tuas ligações, todos sabemos que em criança é fácil encontrar amigos, mas que em adulto ou se preserva os que temos dos tempos de juventude ou esse leque reduz-se significativamente. Aqui surge uma oportunidade de criar amizades, ainda mais quando se trata de pessoas com quem tens algo em comum e que partilham de um possível gosto igual ao teu e que podem trazer algo de novo a tua vida.

Como já referi não foi uma decisão difícil, e com os motivos que mencionem acima facilmente percebem o porque. Espero que ao fim destas nove semanas as expectativas não saiam defraudadas e a avaliar pelo que foi o primeiro dia não acontecerá certamente até porque as bases do curso estão alicerçadas em quem nunca nos defrauda



 Êxodo 18

16 Toda vez que alguém tem uma questão, esta me é trazida, e eu decido entre as partes, e ensino-lhes os decretos e leis de Deus".

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ensinamento partilhado

Há momentos na educação dos nossos filhos que são muito complicados de gerir, por um lado o ensinamento de algo que achamos ser o mais correcto e por outro o facto de sabermos que aquilo vai-lhes custar a ouvir e isso também a nós nos afecta.

Hoje mais uma vez passei por isso, tive de ser o Pai autoritário e educador e não o Pai brincalhão e amigo que normalmente costumo ser. Achei por bem intervir, pode até não ter sido nada que outrora a pequena não tivesse já feito sem não ter atuado mas desta vez achei por bem fazê-lo mesmo que possa ter sido desajustado foi o que achei melhor na altura.

Cada vez que o faço, acabo por sofrer também tal como ela, não lhe bato, não foi assim que fui educado, utilizo mais a correcção verbal e normalmente funciona, se bem que eles rapidamente se esquecem e temos de repetir o sermão passado uns tempos, penso que seja normal e é o que se quer que se faça, corrigir até que um dia lá fiquem os ensinamentos, pelo menos os que achamos que serão o melhor para eles.

A problemática de hoje foi o comer, alias, esse é um dos problemas de todos os pais, uns porque os filhos não comem, outros porque comem de mais, outros porque só comem porcarias, entre outras coisas, no meu caso era a suposta birra sobre o gosto do comer, não "gostava" do que era o jantar.

Tal como nós adultos, por vezes dizemos que não gostamos quando na realidade não é o que se trata, simplesmente não nos agrada ou não é o que nos apetece, foi este último o caso, tantas vezes já comeu aquilo e hoje não gostava...

Intercedi, fiz ver que não se pode desperdiçar, que algures no mundo há crianças como ela que não tem o que comer e que dariam tudo para poder ter o que comer quanto mais que escolher, de forma intempestiva acabei por exagerar, mostrei uma imagem retirada da internet de uma criança que era pele e osso derivado a subnutrição... Ela viu a imagem e chorou com medo que lhe pudesse acontecer o mesmo...

Nesse momento percebi que excedera-me, mas o mal já estava feito e apesar de ter resultado pois comeu tudo, fico revoltado comigo por ter utilizado provavelmente meios agressivos de mais para fazer valer o meu ponto de visto, que possivelmente não seria necessário chegar a tanto.

Tenho a certeza que futuramente ela irá fazer a mesma birra, eles são assim e não há nada a fazer, no entanto também acredito que não será necessário retornar a este método porque eles não se esquecem do que lhes afecta assim tão facilmente e além disso não serie capaz de utilizar novamente algo tão forte para moldar a minha filha.

Em tudo na vida tiramos ilações, aprendemos com os sucessos mas principalmente com os erros, e neste caso ao querer educar, ao querer ser Pai acabei por aprender também, acabei por perceber que mesmo os filhos podem ensinar os pais mesmo que inconscientemente e confirmei que a velha máxima que utilizamos do estamos sempre a aprender aplica-se em qualquer circunstância da vida.


Efésios 6

4 Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor.

terça-feira, 5 de maio de 2015

O isqueiro

Procurou nos bolsos pelo isqueiro e não o encontrou, apetecia-lhe fumar o ultimo cigarro, aquele que tinha guardado para quando terminasse aquilo para o que tinha propositadamente saído de casa aquela hora da noite para fazer.

Não o encontrou, porém tinha certeza que o trazia com ele, não encontrava explicação para o sucedido e isto podia denuncia-lo caso alguém encontrasse o objeto, não sabia se o teria deixado em casa, se o deixara cair perto do local onde depositara os sacos e isso incomodava-o.

Seja como for afastou-se novamente de onde estava e foi procurar no local onde estivera antes, vasculhou por todo o lado, abriu as tampas, voltou a fechar, parou quando ouviu alguém se aproximar encolhendo-se para não o verem, pois na zona era muito conhecido e não queria levantar suspeitas nem que o incomodassem.

Nada, não aparecia o isqueiro e ele começava a desesperar, o tempo passava e ele tinha de voltar a casa, e será que era lá que estava o isqueiro? Não se conseguia lembrar mas tinha quase a certeza que não. Resolveu avançar pela rua, a caminho poderia ter deixado cair e por certo se voltasse a casa e se fosse esse o caso encontraria-o.

Aproveitou que viu um estranho e pediu-lhe lume, aconchegou-se junto de uma ombreira de uma porta de um prédio e fumou o ultimo cigarro que tinha e por momentos esqueceu-se de tudo, que bem que lhe sabia aquilo, que paz trazia ao seu espírito ainda mais depois da discussão que tivera em casa e que o levara a sair para fazer aquilo.

Acabado de fumar a sua irá passou, o descontrolo passou, e não mais se preocupou com o isqueiro, afinal de contas podia sempre justificar caso estivesse em casa, como sendo do seu Pai ou do seu irmão, já não queria saber e decidiu voltar.

No entanto antes de entrar pos uma pastilha na boca, meteu a chave na porta e entrou, entrou e disse:

Mãe, já despejei o lixo, posso ir para o meu quarto?


PS: O texto acima descrito é de minha autoria.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Barômetro de popularidade

Na actualidade, uma das coisas as quais se dá mais importância é a popularidade. Sermos populares acaba por ser, aos olhos da maioria, aquilo que define a opinião que os outros têm de nós, seja isso positivo ou negativo, sendo que normalmente dá-se muito mais valor a quem retribuiu positivamente.

No entanto, e não pondo de parte nem renegando a importância que isso possa ter para a vida de cada um, acredito que fundamentamos a nossa opinião sobre a nossa popularidade em pressupostos errados e em bases que podem não ser as mais ajustadas.

Um dos principais barômetros de popularidade actualmente é recolhido nas redes sociais, onde o número de amigos ou likes em partilhas de opiniões são a base para se saber se somos ou não populares e aceites pela maioria.

Muitas vezes partilhamos um post sobre algo e o volume de likes é elevado e como tal leva-nos a pensar que temos uma ideia partilhada por muitos e como tal o nosso ego e a nossa popularidade pode naquele momento ter aumentado, ao contrario, caso não se verifique este facto, não associamos isso a falta de popularidade, provavelmente passamos a frente sem tirar consequências disso mesmo.

Penso que é assim que muitos pensam e é isso que me parece quando leio ou ouço determinadas coisas no meu dia a dia onde dá-se muita importância aos amigos das redes sociais e se leva a peito os likes ou os pedidos de amizade ou se nos bloquearam, etc...

Não me revejo nisso, não procuro popularidade nas redes sociais, porque se o fizesse bastava ser politicamente correcto e não opinar sobre determinados assuntos como faço naturalmente, seja sobre desporto, política ou religião.

Não me é indiferente, tenho cor clubística, tenho preferências políticas e sou Cristão assumido, isso não é o que se quer para ser popular, no entanto acredito que a base da popularidade está acente em dois principios básicos:

Primeiro que seja popular comigo mesmo, que me sinta bem com o que penso e com o que defendo, que acima de tudo ande de cabeça levantada e com a consciência tranquila e segundo que a minha popularidade seja restringida aos que me rodeiam, aos que me são queridos, aos que me aceitam tal e qual como eu sou e que não procuram falhas para me apontar o dedo ou fazer acusações.


João 2

23-25 Enquanto estava em Jerusalém, na festa da Páscoa, muitos viram os sinais milagrosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.