terça-feira, 5 de maio de 2015

O isqueiro

Procurou nos bolsos pelo isqueiro e não o encontrou, apetecia-lhe fumar o ultimo cigarro, aquele que tinha guardado para quando terminasse aquilo para o que tinha propositadamente saído de casa aquela hora da noite para fazer.

Não o encontrou, porém tinha certeza que o trazia com ele, não encontrava explicação para o sucedido e isto podia denuncia-lo caso alguém encontrasse o objeto, não sabia se o teria deixado em casa, se o deixara cair perto do local onde depositara os sacos e isso incomodava-o.

Seja como for afastou-se novamente de onde estava e foi procurar no local onde estivera antes, vasculhou por todo o lado, abriu as tampas, voltou a fechar, parou quando ouviu alguém se aproximar encolhendo-se para não o verem, pois na zona era muito conhecido e não queria levantar suspeitas nem que o incomodassem.

Nada, não aparecia o isqueiro e ele começava a desesperar, o tempo passava e ele tinha de voltar a casa, e será que era lá que estava o isqueiro? Não se conseguia lembrar mas tinha quase a certeza que não. Resolveu avançar pela rua, a caminho poderia ter deixado cair e por certo se voltasse a casa e se fosse esse o caso encontraria-o.

Aproveitou que viu um estranho e pediu-lhe lume, aconchegou-se junto de uma ombreira de uma porta de um prédio e fumou o ultimo cigarro que tinha e por momentos esqueceu-se de tudo, que bem que lhe sabia aquilo, que paz trazia ao seu espírito ainda mais depois da discussão que tivera em casa e que o levara a sair para fazer aquilo.

Acabado de fumar a sua irá passou, o descontrolo passou, e não mais se preocupou com o isqueiro, afinal de contas podia sempre justificar caso estivesse em casa, como sendo do seu Pai ou do seu irmão, já não queria saber e decidiu voltar.

No entanto antes de entrar pos uma pastilha na boca, meteu a chave na porta e entrou, entrou e disse:

Mãe, já despejei o lixo, posso ir para o meu quarto?


PS: O texto acima descrito é de minha autoria.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Barômetro de popularidade

Na actualidade, uma das coisas as quais se dá mais importância é a popularidade. Sermos populares acaba por ser, aos olhos da maioria, aquilo que define a opinião que os outros têm de nós, seja isso positivo ou negativo, sendo que normalmente dá-se muito mais valor a quem retribuiu positivamente.

No entanto, e não pondo de parte nem renegando a importância que isso possa ter para a vida de cada um, acredito que fundamentamos a nossa opinião sobre a nossa popularidade em pressupostos errados e em bases que podem não ser as mais ajustadas.

Um dos principais barômetros de popularidade actualmente é recolhido nas redes sociais, onde o número de amigos ou likes em partilhas de opiniões são a base para se saber se somos ou não populares e aceites pela maioria.

Muitas vezes partilhamos um post sobre algo e o volume de likes é elevado e como tal leva-nos a pensar que temos uma ideia partilhada por muitos e como tal o nosso ego e a nossa popularidade pode naquele momento ter aumentado, ao contrario, caso não se verifique este facto, não associamos isso a falta de popularidade, provavelmente passamos a frente sem tirar consequências disso mesmo.

Penso que é assim que muitos pensam e é isso que me parece quando leio ou ouço determinadas coisas no meu dia a dia onde dá-se muita importância aos amigos das redes sociais e se leva a peito os likes ou os pedidos de amizade ou se nos bloquearam, etc...

Não me revejo nisso, não procuro popularidade nas redes sociais, porque se o fizesse bastava ser politicamente correcto e não opinar sobre determinados assuntos como faço naturalmente, seja sobre desporto, política ou religião.

Não me é indiferente, tenho cor clubística, tenho preferências políticas e sou Cristão assumido, isso não é o que se quer para ser popular, no entanto acredito que a base da popularidade está acente em dois principios básicos:

Primeiro que seja popular comigo mesmo, que me sinta bem com o que penso e com o que defendo, que acima de tudo ande de cabeça levantada e com a consciência tranquila e segundo que a minha popularidade seja restringida aos que me rodeiam, aos que me são queridos, aos que me aceitam tal e qual como eu sou e que não procuram falhas para me apontar o dedo ou fazer acusações.


João 2

23-25 Enquanto estava em Jerusalém, na festa da Páscoa, muitos viram os sinais milagrosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.

domingo, 3 de maio de 2015

Dia da Mãe

Primeiro domingo do mês de maio fica sempre marcado como o dia da Mãe, é o dia do calendário escolhido para prestarmos homenagem a mulher mais importante, ou que o devia ser, na nossa vida, quem nos pôs no mundo e quem deu tudo de si para que hoje o possamos fazer.

Claro que em tudo há excepções, mas são isso mesmo, excepções, a maioria de nós têm nas nossas Mães os exemplos de vida que mais tarde transmitimos aos nossos filhos, é em muitas das palavras que as nossas Mães outrora nos disseram que vamos buscar o ensinamento e o fundamento para os valores que lhes passamos.

Eu sou só mais um dos muitos que consideram a sua Mãe a melhor do Mundo, é legitimo que todos pensámos desta forma, todas elas são especiais e todos devemos encarar dessa forma não só as nossas como as dos outros, que possamos reconhecer isso não só nestes dias mas em todos, pois não é só neste dia que elas são especiais, são em todos os dias das nossas vidas.

Felizmente sou dos que não diz só a minha Mãe o quanto ela é importante nesta data, digo-lhe varias vezes e faço questão de estar presente na vida dela e para ela sempre que ela precisar, não só porque é justo e merecido porque tenho a certeza que nunca vou ter arrependimentos mais tarde de não lhe ter dito isso.

Não esperem por estes dias para as agraciar, não guardem para o primeiro domingo de maio para dizerem as vossas Mães o quanto gostam delas, façam-no todos os dias e sempre que possam, porque Mãe só temos uma e temos de preserva-la e agracia-la enquanto nos é possível.


Isaías 66

13 Assim como uma mãe consola seu filho, também eu os consolarei; em Jerusalém vocês serão consolados.

sábado, 2 de maio de 2015

Foram 2 anos

A propósito dos texto que escrevi recentemente relacionado com as oportunidades, e tendo por base essa mesma partilha de opinião, testemunho o que se passou comigo recentemente numa situação da minha vida.

Não vou especificar o que se trata, mas quem me é mais próximo saberá por certo do que estou a falar, não só porque causei transtornos a alguns assim como fui solicitando ajudas de vários para que me ajudassem ou dessem opinião por forma a resolver um "problema" que teimava em persistir.

Foram 2 anos, demorou todo este tempo para que se resolvesse a situação, e não por não terem surgido outras oportunidades ou opções, mas simplesmente porque não houve a real vontade, não apareceu a voz que faltava, nunca se tinham verificado as condições que agora apareceram.

Não quero dizer com isto que foi a melhor opção entre todas as que apareceram, até porque nunca o saberei, assim como não posso ter a certeza que será o melhor ou que se refletirá em algo positivo no futuro, mas uma coisa posso dizer, foi a opção que tomei, vou ter de lidar com ela e lutar para que corra pelo melhor, vou depositar nesta opção o melhor que poder e acreditar e confiar que esta foi a opção mais acertada.

Jeremias 29
 
11 Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

1 de Maio

No dia 1 de Maio de 2011, nos primeiros passos deste blog (reapareceu agora mas este blog já tem 4 anos), escrevi na altura o que pensava sobre esta data e assim como na altura ainda hoje tenho uma ideia diferente dos valores que deveriam ser espelhados e traduzidos neste dia que seria suposto ser um dia de festa para quem trabalha.

Ao invés disso, e passados estes 4 anos, pouco ou nada mudou em relação a isto, inclusivamente hoje inicia-se mais uma greve, neste caso dos Pilotos da TAP, ou mais uma jornada de luta como costumam chamar os sindicatos, nada de diferente na forma de festejar este dia que a meu ver devia ser utilizado para se prestar uma homenagem a quem trabalha, a quem diariamente faz sacrifícios com o seu suor, a quem todos os dias dá o litro para que mal ou bem as coisas andem para a frente.

Torna-se muito complicado ser trabalhador num país como o nosso, nas condições em que estamos e na forma como lidamos com o "trabalho", neste país a maioria das pessoas pensa ou acha que deve ser patrão, que não se deve sujeitar a nada e que só se têm direitos e deveres poucos ou nenhuns, é essa a imagem que também os sindicatos passam.

Não me recordo de ver ou ouvir um dirigente sindical ou alguém ligado a estes vir a praça pública dizer que todos temos direitos, mas também temos deveres e se o país esta como está em parte também se deve a falta de profissionalismo e ao facto de muitos trabalhadores não cumprirem com as suas tarefas e os seus deveres.

Culpar-se somente governos, os patrões e os colegas, ou seja lá o que for e sacudir a água do seu capote e muito simples, é muito fácil isentar-se a si próprio das responsabilidades que supostamente são de todos nós e que com maior ou menor influência todos temos as nossas culpas...

Nunca fui de virar a cara ao trabalho, esforço-me ou tento esforçar-me para que todos os dias ninguém tenha nada a apontar-me e para todos os dias poder dizer que estou de consciência tranquila que dei  meu melhor, no entanto sei que há os que para eles tudo é indiferente, que não importa o que façam ou deixem de fazer pois acreditam que isso pouca ou nenhum diferença fará.

Enganam-se, todos fazemos a diferença, todos podemos e somos capazes de melhor, basta querer, todos nós somos capazes de um pouco mais e esse pouco mais pode mudar não só a nossa vida, como provavelmente a dos que nós rodeiam assim como melhorar a nossa imagem perante os outros mas principalmente a que temos de nós próprios.

Efésios 6

5 Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo,   
6 não servindo somente à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus,   
7 servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.   
8 Sabendo que cada um, seja escravo, seja livre, receberá do Senhor todo bem que fizer.   
9 E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor tanto deles como vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas.  
 a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo;
Efésios 6:5
Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo;
Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus;
Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.
Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.
E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas.
Efésios 6:5-9
Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo;
Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus;
Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.
Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.
E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas.
Efésios 6:5-9
Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo;
Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus;
Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.
Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.
E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas.
Efésios 6:5-9