sexta-feira, 22 de julho de 2011

Será que fariam o mesmo a Portugal?

Depois da reunião privada entre a líder Alemã e o presidente Francês, e após nova deliberação de todos os líderes da Zona Euro, decidiu-se baixar os juros da divida a todos os países que solicitaram ajuda externa a fim de evitar a bancarrota da Grécia, pais mais afectado pela crise de todos os membros.

Com esta medida Portugal saí beneficiado poupando perto de 676 milhões ao ano só em juros, o que desafoga de que maneira as contas do nosso pais e possivelmente os futuros orçamentos de Estado.

No entanto muitas são as perguntas que surgem com está nova medida de posição dos países mais fortes da Zona Euro, principalmente no que diz respeito ao nosso pais. A mim pessoalmente toda esta história me deixa com diversas duvidas se Portugal não será quase como um patinho feio em toda esta embrulhada que é neste momento a União Europeia mas concretamente quem detém a moeda única como base financeira.

Muitas foram as vozes que advertiram para o facto de Portugal ter sido "tramado" pelas agências de rating de forma a pedir mais cedo que o previsto, e tal vez desnecessariamente, á ajuda do FMI e do Fundo Europeu, havia inclusive quem fosse da opinião, e falo de economistas, que asseguravam que a mesma ajuda poderia ser mesmo dispensável tendo em conta as medidas que o ex-governo Português pretendia implementar para baixar o défice.

Agora e já depois de pedir o apoio internacional, os patrões do Euro decidem tomar esta medida para ajudar a Grécia e com isto ajudar também Portugal e a Irlanda. Agora eu pergunto: Se esta medida tem sido tomada antes Portugal teria tido necessidade de pedir ajuda? Não seria Portugal capaz de ultrapassar esta fase difícil se os parceiros Europeus tivessem baixado os juros da divida anteriormente? Eu acho que sim e tudo indica que sim.

Tudo isto me leva a crer que Portugal acabou por sair prejudicado mais que todos os outros com esta decisão. Não pelo que representa no futuro mas pelo que representa no presente e mais concretamente o que representou no passado. Portugal fui empurrado para um patamar abaixo daquilo que provavelmente seria a sua capacidade real para ultrapassar esta crise, sendo de certa forma obrigado a pedir ajuda. Vamos encher os cofres a alguém e perder mais dinheiro do que provavelmente seria necessário.

Acrescento mais ainda, tenho muitas duvidas, e digo isto a julgar pelo que tenho assistido e com base no que disse anteriormente, que se fosse Portugal a estar no lugar da Grécia, não sei se a medida teria sido esta, afinal de contas se fosse para proteger Portugal que eles tomassem esta medida ela teria sido tomada á uns bons meses atrás.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Portugueses sem casa...

Como é do conhecimento geral os Portugueses cada vez mais sentem dificuldades em pagar as suas obrigações, não é de agora e já vem de algum tempo para cá. Sabido é também que um dos mais graves problemas que afecta as famílias é as prestações elevadas dos imóveis, os juros continuam a aumentar, os spreed's ficam mais altos, os financiamentos mais complicados e as renegociações quase impossíveis.

Graças a tudo isto, deparei-me hoje com a noticia que dava conta do aumento das casas devolvidas aos bancos, a cada dia que passa surgem mais noticias que dão conta de acontecimentos destes. Com isto, temos a clara imagem do que acontece no nosso país, os Portugueses ficam sem casa e os bancos enriquecem o seu património imobiliário.

Em muitos casos, e ao que consegui apurar, esse mesmos imóveis são vendidos por um preço inferior ao seu valor de mercado, ou seja, muitas vezes o banco limita-se a vender a casa/andar pelo valor que ficou em divida pelo seu anterior proprietário. Resumindo e pelo que me dá a perceber, os Portugueses que optam por esta opção perdem dinheiro duas vezes e ficam naturalmente sem casa, isto porque todo o dinheiro amortizado durante os anos em que conseguiram cumprir as suas obrigações é perdido e alem disso não recebem nada pela entrega da propriedade a entidade bancária.

Claro que as opções são poucas e quando a situação aperta as soluções são mais difíceis de encontrar. Eu próprio já passei por uma situação complicada onde quis fazer uma renegociação de créditos, não me foi permitido e ainda não consegui perceber porquê.

Quando temos dois créditos no mesmo banco, se nunca falhamos com qualquer prestação nem obrigação e atravessamos por algum tipo de dificuldade, o banco devia ter isso em conta e oferecer condições para que os clientes continuem a cumprir e não chegar ao ponto de entregar as casas.

Não me parece que seja conveniente para o banco ficar com imóveis, pois nada garante que os consiga vender, no entanto se der condições e soluções aos clientes que as procuram provavelmente ficariam a ganhar. Se não vejamos: No caso de um cliente que têm dois créditos, um habitação e outro pessoal por exemplo com prestações independentes, se um cliente pede para juntar os dois créditos não consigo perceber o porquê de o banco na maioria dos casos recusar alegando que o risco não o permite e que só financia X% do valor da avaliação do imóvel... 

Agora eu pergunto: Se o cliente deve aquele valor pelos dois créditos, se não está a pedir mais dinheiro nenhum, se a única alteração que está a fazer é em prejuízo do próprio, porque normalmente junta-se o pessoal que é pago em 8 anos ao habitação que é pago em 40, e neste caso vai pagar mais 32 anos de juros do credito pessoal, porque é que o banco tem de levar o novo contracto para analise de risco e vêm recusado ou não é viável? Não estão a perder dinheiro a meu ver.

Chega-se a conclusão que os bancos preferem prejudicar deliberadamente as pessoas, quanto menos precisarmos deles melhor. Neste caso não entendo também o porquê de o Governo não ter mãos nisto, afinal de contas e independentemente de a maioria dos bancos serem privados, o estado pode e deve ter uma palavra a dizer.

domingo, 17 de julho de 2011

O bom negocio.

O Senhor na imagem acima é nada mais nada menos que Kalus Regling, actual Presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), um dos homens fortes do panorama Económico Europeu e importante nas decisões que dizem respeito as dividas e ajudas financeiras referentes aos países da zona Euro.

Hoje Kalus Regling fez declarações importantes a meu ver sobre a situação Portuguesa no que á ajuda externa diz respeito. Afirmou que para a Alemanha, actual testa de ferro Portuguesa e Irlandesa para que houve empréstimo a ambos os países, o negocio tem sido positivo. Têm lucrado com esta ajuda graças aos juros pagos por ambos os países.

Já varias vezes aqui referi que de economia percebo pouco ou quase nada, no entanto leio e oiço o que por ai se diz e isto pode ser encarado como boas noticias. Portugal está a cumprir os pressupostos da ajuda que nos foi dada e isso é um sinal positivo. Digo isto porquê caso estivesse a acontecer o contrario por certo estaríamos numa situação muito mais complicada.

Agora o que me deixa expectante é o facto de Portugal ter intenções de implementar mais medidas de austeridade que não estavam previstas pela Troika. Se estamos no bom caminho só com o que foi imposto por eles porquê mais austeridade?

Duas respostas me vem a cabeça: Primeira hipótese é haver uma derrapagem de números não esperada pelo actual Governo e que implica essas medidas para cumprir para com os objectivos. A segunda hipóteses seria Portugal querer acelerar o processo de forma a livrar-se mais rapidamente da dependência Europeia para liquidação da divida.

Provavelmente a primeira opção será a mais viável, se bem que preferia que fosse o segundo caso referido por mim o verdadeiro motivo para estas novas medidas. A ver vamos o que ai vem!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Respostas merecidas mas evitáveis!

Hoje tive oportunidade de ler num jornal desportivo, uma cronica assinada pelo actual Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal, o famoso cirurgião Eduardo Barroso, relativa as cronicas escritas anteriormente na imprensa representada pelo grupo Cofina, e á qual também eu fiz referência numa cronica anterior.

Eduardo Barroso, aproveitou o espaço que o jornal ABola lhe concedeu, para responder directamente a João Querido Manha, comentador imparcial da TVI e cronista nada faccioso do jornal Record, criticando o que este escrevera na sua ultima cronica no dito jornal.

Foi a voz da revolta Sportinguista perante as intervenções pouco credíveis do tal João Querido, mas Querido só dos próprios familiares e benfiquistas por certo, dando cor ao seu artigo usando expressões que o Manha tinha usando também de forma Manhosa...

No entanto, acho que foi tempo perdido e explico porquê. Primeiro porque o Manhoso não tem classe para chegar sequer aos pés de Eduardo Barroso para que este lhe responda, segundo porque o que esse Querido escreve deve começar a passar-nos ao lado visto que é notória a sua preferência clubistica e isso em nada deve dizer-nos respeito, em terceiro porque descermos ao nível deste tipo de pessoas estamos a nos sujeitar a ficar ao nível delas, como se costuma dizer: não discutas com um ignorante porque ele leva-te ao nível dele e ganha-te em experiência...

Seja como for Eduardo Barroso deve ter achado por bem usar o direito a resposta que lhe assiste, mas provavelmente e como o Sr. João não é de se ficar, por certo irá responder futuramente e com isso levantar mais polémicas. Daí eu dizer que a resposta foi merecida mas se calhar devia ter sido evitada!

domingo, 10 de julho de 2011

Jornalismo faccioso!

Já antes escrevi uma cronica onde fazia referência ao mau jornalismo em Portugal. A falta de isenção é notória nos mais diversos campos da sociedade, seja politica, justiça, religião ou desporto. Já começa a ser natural e continuamos a aceita-lo de bom grado. No entanto mais grave é quando o serviço é pago!

Refiro-me naturalmente a imprensa escrita, onde o comum cidadão paga para ler muitas mentiras, ou falsas verdades, e onde alguém enriquece simplesmente dessa forma, a difamar e inventar sobre algo ou alguém. Sim porque as verdadeiras noticias vemos na TV, as que lemos nos jornais são do dia anterior e fora de prazo.

Mas não é sobre os jornalistas que quero falar mas sim sobre os cronistas. Hoje em dia qualquer pessoas conhecida da nossa sociedade pode escrever cronicas num qualquer jornal ou revista, no entanto, e sabendo que uma cronica não passa de uma opinião pessoal, onde o próprio jornal ou revista não tem o direito de cortar ou impedir o autor de escrever o que bem entende, acredito piamente que estes deviam ter um pouco mais de cautela no que divulgam.

Quando um artigo de opinião serve para visar algo ou alguém que pode denegrir a imagem do jornal ou revista perante um determinado publico, das duas uma: ou o meio está a par e pactua com a situação por achar que não deve intervir e isenta-se de responsabilidades e consequências, ou então simplesmente quer perder um determinado publico para beneficiar ou cativar outro especifico.

Ambas vão praticamente de encontro uma á outra e pelos vistos é o que assistimos. No caso concreto do grupo da imagem, o grupo Cofina, proprietários do Correio da Manha e Record, isso é demais evidente. Nos últimos dias os cronistas benfiquistas reservaram as suas linhas para criticar e tentar enxovalhar o Sporting Clube de Portugal.

Como é óbvio, neste caso eu até posso isentar o próprio clube desta situação, agora o que não me parece correcto é no caso do Sr. João Querido Manha, cronista do CM e jornalista e comentador da TVI possa escrever coisas como as que escreveu. Mostrou uma clubite extrema, como o faz sempre que comenta jogos do Sporting Clube de Portugal, onde o seu facciosismo é visto a olho nu e a distância, só lhe falta festejar publicamente os golos que o Sporting Clube de Portugal sofre. Já Miguel Góis, membro dos gatos fedorentos, é um comediante, logo tudo o que diz não passa disso mesmo, comédia. Não sabe falar a serio e quando tenta sai besteiras como as que escreveu no ultimo artigo de opinião, onde fala da compra de obrigações, as quais nem sequer sabe para o que servem nem o que são. Não lhe reconheço crédito para falar a serio seja sobre o que for.

Como tal e dado o que escrevi até agora, a única coisa que vos posso garantir é que da minha parte, não enriquecem nem mais um pouco, como já faço de á uns tempos para cá vou continuar a não comprar qualquer jornal ou revista, seja de que grupo for. Enquanto o jornalismo for mau e parcial não pactuo com isso.

Em relação á clubite aguda desses dois senhores só lhes vou lembrar uma coisa, quando eles nasceram o Sporting Clube de Portugal já existia e vai continuar a existir depois deles morrerem!