quarta-feira, 15 de junho de 2011

Já há Primeiro Ministro!

Foi hoje indigitado pelo nosso Presidente da República o novo Primeiro Ministro Português Pedro Passos Coelho. Uma semana e meia depois das eleições e ainda sem governo anunciado, Pedro Passos Coelho pode começar desde já a arregaçar as mangas e abraçar as novas funções e começar a transpor para o País as ideias que tanto defendeu na campanha eleitoral.

Acredito que o governo PSD/CDS-PP já estará praticamente formado e seguramente não levará muito tempo a ser divulgado. É urgente começar a trabalhar e há muito para fazer se queremos levar o País a bom porto.

Não sou ninguém para defender este ou aquele, nem para dizer que este governo será melhor ou pior que os anteriores. Muitos são os que dizem que vamos ter uma continuação do que se vem assistindo de á uns anos para cá. Eu dou o beneficio da duvida, e dou pela razão que Pedro Passos Coelho é novidade como líder partidário e neste caso Primeiro Ministro.

Vamos ver quem o vai rodear, quais as escolhas e o que de novo nós trás este governo de direita. Quais as pessoas para os cargos de responsabilidade que vão desempenhar, na esperança que o façam bem. Não tenho preferência partidária e não acredito nos políticos nem na classe politica, no entanto acredito nas pessoas e até prova em contrario pelo menos o beneficio da duvida dou a todos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Será este o caminho a seguir?

Pouco depois das eleições e ainda sem governo constituído, começam a aparecer as primeiras noticias sobre o que fará o futuro governo de coligação PSD/PP liderado por Pedro Passos Coelho. Hoje surgiu uma noticia que dá conta da vontade de Pedro Passos Coelho ir mais longe, do que o exigido pela Troika, no que diz respeito as privatizações de empresas do Estado ou onde o Estado têm contributo (podem ler aqui).

Além das já mencionadas TAP, EDP e REN, exemplos mais sonantes, agora surgem nomes como Refer, CP, Metro e Carris por exemplo. Empresas onde a despesa do Estado é enorme e o lucro não chega para colmatar o que se gasta.

Seriam portanto medidas bem tomadas tendo em conta o panorama económico actual do País, é urgente reduzir a despesa pública e privatizar este tipo de empresas é um factor determinante para o conseguir. No entanto tudo tem um senão, o que hoje dá prejuízo amanhã poderá dar lucro, e privatizando hoje, dificilmente se conseguiria recuperar no futuro.

Não sou economista nem gestor, não estou muito por dentro deste tipo de assuntos mas este tipo de negócios deixa-me sempre a pensar que há sempre inconvinientes. Privatiza-se empresas nacionais e corre-se o risco de mais capital estrangeiro entrar no País e com isso ficarmos cada vez mais dependentes deste.

Portugal vai tomando medidas de corte na despesa pública através destas privatizações, que vai enriquecendo empresas estrangeiras e fragilizando as nacionais. Supondo que as coisas após esta intervenção da Troika começam a correr bem, Portugal com estas privatizações perde futuros encaixes financeiros. É verdade que pelos nomes mencionados a maior parte é empresas de transportes públicos e ai dificilmente o governo fará grandes encaixes financeiros mas se as vender não fará mesmo nenhum.

É como se costuma dizer um pau de dois bicos e que poderá num futuro próximo sair muito caro, claro está que tudo isto dentro da conjuntura actual é relativo visto que a necessidade de cortar na despesa é grande e para ontem.

Santos Populares!

Estamos em altura de Santos Populares, uma das maiores festas tradicionais Portuguesas e uma das poucas que ainda mantém muito da sua essência. Claro está que já não é como antigamente, mas isso não impede que não mantenha e siga grande parte das tradições de outros anos.

Noivas de Santo António, Manjericos, Sardinha Assada, muita bebida, musica popular e as marchas, pontos de referência para esta época festiva. Muitos são os que passam o ano a espera desta altura do ano, mais ainda que outros á espera do Carnaval por exemplo.

Falo mais de Lisboa, pois é por aqui que vivo e conheço melhor essa tradição, mas certo é que por toda a parte se faz algo semelhante mas com menor dimensão que na capital, não deixando no entanto de ser importante para os habitantes das diversas localidades onde se comemoram os Santos.

Nota-se que há sempre uma tentativa de não fugir muito a tradição e cumprir com o que sempre se fez, no entanto e graças ao estado em que vivemos e á vertente mais consumista dos Portugueses, também os Santos Populares se tornaram um grande negocio e uma fonte de rendimento para muita gente.

Claro está que não é por isso que deixam de ser a festa que é, mas deixa de ser uma simples festa feita unicamente para a diversão dos habitantes e visitantes das localidades mas uma forma de alguém ganhar  muito dinheiro com isso.

Há casas de Lisboa que fazem nestes quatro ou cinco dias mais dinheiro que no restante ano, não quero com isto dizer que se aproveitam da situação porque verdade é que muita gente só vai a alguns bairros de Lisboa por esta altura. Mas certo é que provavelmente os preços sobem um bocado durante estes dias.

Será justo acontecer isto? Aproveitarem-se de uma festa que supostamente é uma festa popular e do povo para engrossar a conta bancária? Não sei, mas também não o é as pessoas só se lembrarem de ir a alguns sítios de Lisboa por esta altura. Se calhar se durante todo o ano um Restaurante de Alfama  por exemplo, tivesse muito movimento, talvez já não fosse preciso elevar tanto os preços para em duas noites fazer as casas do ano!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

10 de Junho dia de Portugal!

Portugal atravessa uma das fases mais negras na sua história, é essa a opinião geral das pessoas e penso que com fundamento. Afinal de contas cada vez mais perdemos a nossa identidade, e subjugamos-nos aos Senhores do Mundo e aos que hoje dominam-no ao nível financeiro.

Dia após dia Portugal fica mais pequeno, mais pobre, mais cinzento, tudo por culpa da nossa capacidade de querer e fazer por melhorar. Somos e sempre fomos um povo trabalhador, mas ao mesmo tempo somos também muito apáticos e aceitamos praticamente tudo que nos é imposto sem reclamar ou sequer contestar.

São essas pequenas coisas que nós levam lentamente á decadência e á auto-destruição, é isso que nos deita abaixo todos os dias. É isto que galvaniza quem nos "invade" seja por motivos sociais, ou por motivos económicos.

Neste dia, o dia de Portugal, o dia da Raça era importante que todos nos em vez de o festejarmos ou vermos nele somente um dia para copos e sardinhadas, que aproveitássemos para ler, ver e ouvir aquilo que fomos e aquilo em que nos tornamos actualmente.

Somos e sempre seremos grandes, quer se queira quer não! Somos Portugueses e devemos apesar de tudo ter muito orgulho nisso. No nosso passado, no nosso presente e naquilo que pode ser o nosso futuro. Elevar o que é nosso e apoiar e elogiar mesmo não acreditando que é melhor que o que se faz lá fora.

Somos Portugueses e temos de nos respeitar a nos próprios e as nossas tradições para que os de fora nos possam respeitar também.

Viva Portugal!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Esta é mais uma que calada era poeta!

Hoje está Senhora na imagem lembrou-se de tecer comentários sobre a possibilidade de Paulo Portas vir a ser ministro, isto face a coligação governamental mais que provável entre PSD e CDS/PP. Pôs em causa a idoneidade de Paulo Portas em concreto com o caso dos submarinos e "outros", que não quis referir quais.

Agora eu pergunto que legitimidade tem está Senhora para falar de quem quer que seja? Nunca fez nada de positivo pelo nosso País, e não fosse o azar dos Timorenses e tudo o que se passou por lá, ainda hoje não era conhecida no nosso meio.

Cada vez que vai a eleições perde, e não tem categoria para falar mal de quem quer que seja, está chateada pelo partido dela ter perdido as eleições, provavelmente porque perdeu algum tacho ou tachinho, como muitos outros que obteve ao longo do tempo após, e mais uma vez realço este facto, ter sido figura de destaque no caso da libertação do povo Timorense.

Não sou defensor do Paulo Portas, nem de nenhum politico em particular, mas uma coisa posso afirmar, enquanto foi meu ministro, quando era ministro da defesa e eu na altura estava na Força Aérea foi o melhor que apanhei dos três que tutelaram essa pasta.

Muitos são os que partilham da mesma opinião que eu, e no caso dos submarinos, em vez de andar a falar devia saber mesmo os pressupostos que envolveram esse negocio, assim como muitos outros que ele fez que não custaram nada ao governo e outros que o governo Socialista recusou e depois conseguiu fazer piores. 

Mas disso ninguém fala, ou ninguém falava até hoje!